31 de julho de 2015

{Resenha} The Originals - 1 temporada


Oi queridos, tudo bem com vocês? Venho hoje com minhas observações sobre a primeira temporada de The Originals (Os Originais). Digamos que, me surpreendeu bastante, devido a enrolação que estava em The Vampire Diaries (Diários de um Vampiro). É inevitável ligar um seriado a outro já que The Originals é carinhosamente tido como um spin-off de TVD. Falemos sobre o seriado então.

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O início é bem peculiar. Um seriado recheado de histórias. Tudo bem amarrado e explicado se tratando de seres sobrenaturais e sempre há uma brecha a ser explorada. Há de início uma história "boba" a cerca de como New Orleans foi restaurada e habitada pelos primeiros vampiros da história chamados de: Os Originais. Um lugar o qual eles o chamaram de lar em tanto tempo. Isto no passado. No presente, um vampiro chamado Marcellus (gerado pelo original Klaus Mikaelson) comanda o Quarter Francês com uma legião de vampiros, onde apenas alguns tem o privilégio de andar sob a luz do sol com um feitiço do anel do sol formulado pelas bruxas. Klaus e Marcel possuem uma história afetuosa, simbolista de pai e filho.

A situação atual do Quarter é a seguinte: Bruxas e seu clã vivem sem poder praticar magia e os lobisomens de diversas matilhas vivem escondidos no meio da florestas num local afastado. Vampiros andam livremente pela noite, o sangue sempre jorra e a festa nunca tem fim. Há muita lealdade nos homens do Marcel, homens transformados em vampiros por ele em épocas diferenciadas. Morreriam por ele se fosse preciso.

A linha entre a vida e a morte é bem tênue na cidade, principalmente com a chegada dos Originais ao local. Klaus, seu irmão Elijah e sua irmã Rebekah de uma maneira ou outra são atraídos (por conflitos internos ou bruxarias) a comparecerem à cidade mágica de New Orleans. Sempre envolvidos num bom drama, conversas afiadas, xingamentos e mágoas através dos séculos relembradas, eles travam guerra contra todos os que se opõem a eles. E mesmo com perdas, posso dizer que ganham.

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Um vampiro original não pode morrer, mas pode viver especialmente em dor constante pelos mais diversos meios imagináveis. Muitos inimigos se moldam e caem contra eles. Muitas traições são pagas por um preço alto e com sangue de inocentes ou não. Klaus é um híbrido (metade lobisomem, metade vampiro) devido a sua origem paterna (lobisomens) e o feitiço de sua mãe Esther (que era a bruxa mais poderosa da história) que transformou - diga-se de passagem contra todas as ordens naturais - sua família inteira em vampiros para viverem para sempre. Always and forever.

Os humanos também entram na guerra que está por vir. Ninguém está a salvo. Camie (humana), Davina (bruxa jovem surpreendentemente poderosa), Thierry e Diego (vampiros de confiança, liderança e amigos de Marcel), etc.

A família é bem conturbada. A primeira temporada gira em torno de todo o terror, bruxaria, dor e sangue que a envolve. Flashbacks do passado contando momentos e histórias envolvendo a família e seus priores medos são frequentes. Outras épocas, figurinos, comportamentos e as mesmas ambições. Conspirações, falsidade, amor, lealdade regem esta família. Realmente nenhuma família é perfeita. Esther (a mãe dos Originais e criadora dos primeiros vampiros) e Mikael Mikaelson (patriarca da família, detentor de um ódio inumano contra seu bastardo Klaus, caçador de vampiros e o poderoso chefão - risos) são mais um inimigo em particular. O que fazer quando os mortos e vivos vivem constantemente em busca de redenção, vingança e numa fome insaciável pelo poder? Família é poder. É presente e perdição em Os Originais.

É tudo muito bem planejado pelos produtores e responsáveis. Tiveram enorme preocupação com tempo cronológico semelhante ao de The Vampire Diaries. Há muito a dizer, muitos personagens aparecem, permanecem e desaparecem. As bruxas são poderosíssimas e mesmo sem praticar muita magia. Isso me surpreendeu, tenho uma preferência pelas bruxas mais do que qualquer outro ser sobrenatural.

Na segunda temporada Mikael, Esther e os outros irmãos de Klaus, Rebekah e o nobre Elijah estarão mais presentes do que nunca. Com rostos e desejos infalíveis. Nesta primeira é o conflito interno e demonstração de quem é que manda que prevalecem. Ah sim, esqueci de comentar e é uma das coisas mais importantes nesta temporada. Hayley é uma sarcástica e selvagem (no sentido de durona e rebelde) lobisomem que carrega a filha de Klaus. Como ele é um híbrido, não só vampiro mas metade lobisomem também, esta brecha na natureza foi possível para conceder este herdeiro. O nome, sexo e destino do bebê será revelado até o último episódio. Desde o início todos tentam matar a mãe e o bebê - especialmente as bruxas (vivas e anciãs mortas) - com o pretexto de que a criança trará a morte a todas as espécies sobrenaturais.

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Cara, capricharam nas cenas de magia e tem muita ação. Achei esplêndido. Realmente cada espécie e família joga para ganhar não importam as consequências ou sacrifícios. Ninguém tem medinho de matar ninguém porque esse alguém pode nunca mais voltar... e isso sim é interessante.

Pois na realidade ninguém pouparia ninguém, não importa quem é amado por quem. Todos os atores e produtores estão de parabéns, tomara que tragam na segunda temporada algo de tirar o fôlego como trouxeram na primeira. Recomendo que assistam, especialmente aqueles que gostam de sobrenatural envolvendo vampiros, bruxas, lobisomens e queiram quer não, humanos. Tem que ter né queridos, alguém tem que servir de isca, chantagem e alimento hahahahaha. E sem aquela chatice e mimimi de Elena, Damon, Stefan, Caroline, Jeremy e todo o elenco de Mystic Falls.

Tentei falar o máximo que achei importante e desculpem-me se tem algum spoiler, creio que não. Vão assistir. Grande abraço!
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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