18 de junho de 2015

Ler em público. Você consegue?


Não é muito comum (pelo menos para mim) ver pessoas lendo em praças, ônibus (vi poucas vezes), shoppings ou lugares mais públicos. Apesar de ser bonito na teoria, na prática deixa um pouco a desejar esse tipo de ação. Ainda que esse hábito venha mudando nos últimos anos, considero a nação pouco leitora. E não é uma generalização não viu, gente. Pelamor. Vejo muito celular. Celular na hora de comer, celular tornando amigos e familiares desconhecidos. Celular para cá e para lá. Celular sempre. Celular amigo, confidente e irmão. Celular como relacionamento. Quase sempre o celular, quase nunca o amigo livro.
Nossa geração - como bem sabemos - é bombardeada constantemente pelos meios de comunicação com notícias, mídia e todo tipo de conexão tecnológica e nós, na maioria das vezes, somos compelidos a ficar nesse fogo cruzado chamado publicidade e "expansão do conhecimento".

Temos diversas razões para tentar ler em público: otimizar nosso tempo ao máximo, adiantar as leituras, tirar mais aquele livrinho da lista de "Vou ler" para o status de "Lido", não cansar tanto o cérebro com informações e conversas muita vezes desnecessárias, não cansar tanto a visão na mini tela do celular, relaxar e se divertir de um jeito que só o bendito do livro consegue. Ler mais de um livro ao mesmo tempo durante o dia se você preferir, melhor ainda. Na minha opinião pessoal, várias leituras além de adiantar, exercita nosso cérebro de maneira sem igual.

Eu já tentei por diversas vezes ler num ônibus, mesmo colocando o fone de ouvido, o barulho nunca me incomodou, agora as balançadas brutais (hahahaha) do transporte publico, me impossibilitaram de tentar terminar ao menos um capítulo. Não costumo pegar metrô, que queira quer não, mesmo lotado é mais calmo. Para completar a minha falta de sorte, certa vez um livro quase voou (magicamente, não sei como foi aquilo) da minha mão fazendo assim o livro quase cair no meio do asfalto. Passado o susto prometi a mim mesmo que não iria mais ler a caminho de qualquer lugar que fosse. Principalmente os dias chuvosos que são inimigos mortais dos nossos queridinhos livros.
Tenho lido as primeiras notícias do dia quando vou a academia pela manhã enquanto estou na esteira ou bicicleta e no intervalo de descanso entre os treinos. Como acompanho veículos de comunicação que valem a pena em quesito de informação, não perco muito tempo com besteira e redes sociais. Só o twitter que é o meu vício e não tem jeito, no caminho, durante e depois da academia vivo tuitando, rs. Mas nada que me prejudique. Tenho feito isso porque me atrapalharia levar um livro para a academia (que é pertinho da minha casa) e ficar com ele molhando de suor ou qualquer outra coisa na esteira. Sem contar que eu não teria onde colocar o livro a cada intervalo e ele ficaria sendo jogado para lá e para cá. Não funcionaria. 
Então realmente meu tempo de leitura é depois que chego em casa, algumas horas diárias por dia. Como estou em um período de estudos um pouco apertado não tenho lido tanto quanto gostaria, mas sempre procuro ler ao menos uma hora por dia. Não tenho lido em público ultimamente porque não tenho feito muitas coisas na rua. Mas assim que eu entrar nessa rotina de sair de casa todos os dias de novo, sempre, sempre terei meu(s) livrinho(s) para ler no caminho. Não enquanto faço alguma atividade, mas nos intervalos. Como espera de um ônibus, pausa para refeições, etc. Tudo vai depender do meu atual horário.
 
Confesso que quero ver mais leitores, sejam jovens ou não! Esse país vive uma crise grave de falta de conhecimento! São muitos doutores em opinião pessoal. Queria por meio desse post ter um bate papo legal com vocês sobre esta questão de ler em público e como anda a rotina de leitura de vocês atualmente. Até em casa, vocês têm conseguido ler com frequência?
Você consegue ler dentro de um ônibus? Algum dia você já tentou ler e aconteceu algo inesperado? Conte-nos a sua trágica ou engraçada experiência. <3 Grande beijo.
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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