15 de junho de 2015

Ser blogueiro. O que isso quer dizer?


De uns tempos para cá, ter um blog virou sinônimo de recebimento de prêmios, modinha, expor aquilo que bem entende ou ate postar criticas a vontade sobre todo e qualquer tema conhecido. Uma chuva de novos blogs surgiram. Essa criação demasiada de blogs, seria por influencia, talvez, de blogs famosos, populares? Não sei. Muitas vezes o dono do blog, esquece do mais importante: postar por amor. Tenho alguns anos de blogueiro nas costas, então vou falar um pouco sobre isso.

Blogar ou postar é um ato de puro amor. Para mim, só deve ter um blog, aquele que verdadeiramente quer algo aliviador, prazeroso, quem quer um “escape” dos problemas para falar do que gostam, como gostam e assim compartilhar opinião com varias outras pessoas sobre o que se quer. Jamais um blog deve se tornar um peso, uma página insuportável, se isso acontece, é melhor dar uma pausa ou pensar em algo “melhor” para fazer. Afinal, fazer um post demanda preparo, cuidado, horas talvez, exclusividade, cuidado, etc. (Futuramente acho que vou falar sobre como faço meus posts, como funciona).

No caso dos blogueiros literários mesmo (tentarei não perder o foco da postagem), muitos não sabem nem pronunciar blog (modo de falar) e já querem fazer parcerias com autores e editoras para receber mais e mais livros e fazer uma biblioteca particular. Mas não é disso que se trata, nem um pouco. É um processo lindo e desgastante na verdade. Só para quem ama ler e escrever, porque assim que você recebe o primeiro livro de parceria, você tem que ter responsabilidade e lê-lo e, consequentemente, fazer uma resenha razoável. Se você não gosta disso, em breve se cansará do sistema.

Quando se bloga com amor, quando se escreve com carinho, com entusiasmo, com a sede de expor ao mundo sua opinião, quando se tem uma preocupação em fazer um lindo post (mesmo que isso leve tempo), todas as dificuldades e “falta de tempo” desaparecem. Milhares de blogs nascem todos os dias, mas muitos morrem também. É um fato nesse universo dos blogs. Algumas pessoas acham fácil e quando o tempo vai passando, vão tomando mais maturidade e consciência de que para ser blogueiro, um blogueiro dos bons, leva tempo. Leva preparo. É preciso gostar daquilo que faz. Talvez por só querer fama, ou algo do tipo, muitos não continuam. Porque só quem é blogueiro sabe: cada curtida é valiosa.

Cada leitor é precioso, são vários mundos lendo suas ideias, vendo o que você faz para lhe crucificar ou apoiar. Tem que estar preparado psicologicamente (para receber diversas criticas, muitas ofensivas, acontece) e mentalmente, pois é preciso estar tendo constantes ideias para alimentar o blog.

Já tive diversos blogs, sobre diversos assuntos, o único ativo no momento é esse, o Viajante das Letras. E com muita fé e esforço será assim por muitos e muitos anos. Tento ser blogueiro com amor, mesmo quando dá aquele cansaço e desanimo - que é inevitável para qualquer ser humano – pois sei que é recompensador ver um comentário dizendo: “Muito bom seu post, parabéns!” Isso sim é algo gratificante. Popularidade, fama, dinheiro, não adianta vir para o mundo blogueiro com essas metas e intenções. Isso é consequência, é fruto de esforço, tempo e trabalho investido no Blog. Quanto mais posts, mais leitores e assim por diante.

A cada dia é um aprendizado novo por aqui, e a cada dia tomo mais gosto pelas palavras e fico mais perseverante com o meu Blog. Li mais do que eu costumava ler, vi mais conteúdo diversificado, fiquei mais atento às noticias, tudo por causa do blog. Eu o alimento e ele me ajuda, pois ideias revolucionam o mundo. Pensamentos movem o universo. E sei que a cada leitor, a cada apreciador do conhecimento, é menos um ignorante no mundo. É uma sociedade forte e menos preconceituosa.

Só quis conversar um pouco com vocês, de como é bom ser blogueiro por amor, e não por obrigação ou fama. Uma ótima segunda-feira e semana que se inicia, muita paz! Abraços.
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

4 comentários:

  1. Concordo com você! Hoje em dia, parece que ter um blog se tornou banal. E concordo mais ainda quando você falou de alguns blogs literários que só querem parcerias para montar biblioteca particular. Eu, por exemplo, ainda não fui atrás de nenhuma parceria de editora e também não sei quando irei (ou se irei), se a oportunidade surgir talvez eu possa pensar a respeito, mas nunca perdendo o foco, né? Até porque iria querer dar o meu melhor em fazer uma resenha, etc. Afinal é responsabilidade, parceria não é brincadeira.

    O bom mesmo é nunca fazer nada por obrigação e sem esperar retornos surpreendentes em pouco tempo.

    Engraçado que essa semana mesmo, o post de quinta-feira, eu fiz pensando nisso também! :D O título é: 5 motivos para ter um blog. Mas é mais estimulando as pessoas a criarem blogs por amor e para melhorar aspectos como comunicação, criatividade, etc.. Pois acho que os blogs ajudam bastante nisso :)

    Adorei seu post! Parabéns!
    Beijinhos :*

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    1. Obrigado minha flor pelo comentário maravilhoso <3 Blogar é um ato de amor mesmo, porque mesmo com a "pior" e mais fechada rotina do mundo, você arruma tempo para postar no seu cantinho. E esse tipo de amor, só quem tem um blog - seja de qualquer assunto e se importa com ele - que sabe a sensação e o apego que se constrói. Fama, talvez, repito: talvez, isso venha com o tempo. Mas realmente é de longe ser o mais importante... Volta sempre aqui, adoro teus comentários, beijos.

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  2. Olá!
    Adorei seu post. Bloggar pra mim era apenas uma diversão, mas acabou virando amor e ver meu blog crescer e conquistar as coisas é realmente emocionante!
    Hoje já não consigo me imaginar sem meu blog, sem os amigos que fiz nesse meio, sem as oportunidades que me foram abertas.
    Meu blog só me trás alegria! Se você tem um blog só para ganhar fama, a gente vê a diferença com um blog feito por amor e diversão!
    Beijos, Tabatha
    http://aproveiteolivro.blogspot.com.br/

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    1. O que você acha Tabatha, é verdade. Concordo contigo.. quando não vemos um blog louco por fama, logo vemos o amor do blogueiro em cada imagem, cada palavra, cada despedida de um post.. aí sim são blogs "verdadeiros". Aqueles que valorizam o que escrevem e consequentemente seus leitores. Obrigado pela linda constatação em forma de comentário <3 Volta logo, grande beijo!

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Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

Sempre estou em festa quando falo sobre tecnologia, relacionamentos, inspirações, etc. É isto o que esta categoria representa. Queria um nome que representasse festa, ao mesmo tempo que me inspirasse e a palavra "enigmático" cai como uma luva. Trata de uma euforia que não consigo ignorar. Saiba mais aqui.

Atauúba atiaîa

Eu estava procurando uma maneira de homenagear os povos indígenas de alguma forma no meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem, mas recentemente descobri que tenho descendência indígena de bem próxima o que me deixou mais apaixonado e agradecido ainda. Procurei algo mais geral, pois é sabido que há inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Procurei algo em tupi guarani (língua em que o nome da categoria está escrita) e achei a combinação de duas palavras. Atauúba (flecha incendiária) Atiaîa (raio de luz que reflete luminosidade). O termo Atauúba atiaîa significa a modo grosso "flecha incendiária de luz" e é tudo o que esta categoria representa para mim quando falo de organização, estudos, etc. É uma maneira mínima de honrar nossos irmãos indígenas ainda hoje tão maltratados, perseguidos e injustiçados. Saiba mais aqui.