3 de julho de 2015

Doar alguns de seus livros. Você já pensou nesta hipótese?

 
Vemos comumente no dia a dia na vida de um leitor, pessoas pedindo livros emprestados, porem não os vendo sendo devolvidos depois e esses leitores tendo que ter esses livros como “perdidos”, pois não adianta mais pedir a devolução e isso só os faz se estressarem e enlouquecerem com a ideia de um livro que nunca mais vai voltar. Muitos depois de tanto tempo nem lembram mais a quem emprestou e as pessoas que pegaram os livros nem se lembram de devolver também. É uma "troca" muito comum de quem pede e empresta livros.

Sabemos que muita coisa sem uso acumulada depois de determinado tempo vira tralha. Para comprovar isso coloque aquilo que você não usa (não só se referindo aos livros) na lista "dos seis meses". Se não usou em seis meses provavelmente você não usará daqui a dois, três anos, seguindo grosseiramente esta lógica, aquilo que ficou acumulado e sem uso é no caso a tão comum tralha. 
E como tralha não se organiza, doar não seria uma boa e rápida solução? Trazendo isso para o mundo dos livros (que é o tema do post), não seria interessante pegar aqueles livros que você já leu há muito tempo atrás, sem manuseio, que está amontoando o lugar de algum outro livro mais interessante para você e doa-los? Ao invés de vê-los empoeirados na estante? Ao invés de jogá-los (os livros) no lixo? Sim, muitos comentem esse pecado.

Ou apenas dar um livro como um presente afetivo para um familiar, amigo (virtual ou não), parente distante, simplesmente pelo prazer de fazer o outro feliz? Digo, não vamos sair dando todos os livros da nossa estante às pessoas, interpretem o que estou dizendo com equilíbrio, uma boa ação de mês em mês, de seis em seis meses (e uma limpeza na sua estante caso ela esteja num estado critico de tralha) não mata ninguém e melhor ainda: ajuda-o a organizar livros e manter os que realmente você ama e quer ter. Isso vale para DVDs, CDs, discos, tudo que você não precisará e nem verá novamente. Livros é só um exemplo clássico do que pode ser doado. 
Pense um pouco nisso. Sempre estamos tão preocupados em não emprestar, em cobrar de volta, que não pensamos na possibilidade de dar um livro e espalhar a leitura por livre espontânea vontade. Sem contar que existem diversos lugares que aceitam doações para espalhar a leitura até para comunidade indígenas e comunidades carentes.

Vocês já doaram alguns livros? Isso fez bem com você? Conte-nos sua experiência maravilhosa onde você provavelmente quebrou a rotina de “empresta e pega de volta” e acabou dando um de seus preciosos bebês. <3

Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

4 comentários:

  1. Oieeeeeeeeeeeee!
    Ás vezes, eu passo por algumas "feirinhas" de troca de livros, mas nunca me interessei, pois nunca tive a coragem nem a audácia de doar algum livro meu (ciúmes e apego, hehehe). Mas, dia desses, fui passar em um desses quiosques e tinha um livro LINDO e maravilhoso, que parecia que tinha saído até de linha. Fiqueeeeei doidaaaa pra adquirir, mas adivinha? "Doe um, fique com outro". Snif. Passei a repensar, e vou tentar doar alguns dos mais velhinhos!
    Beeeijos,
    http://livroseoutraspaixoess.blogspot.com.br/

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    1. Olá Eduarda! Pois é, acho super bacana essa "troca" de leve um trocando por outro. Incentiva outras pessoas a lerem mais, a se desfazerem daqueles livros que estão ficando empoeirados na estante por nunca ser lido e que podem servir para outra pessoa. E reconheço esse sentimento de ver um livro e ficar louco demais para tê-lo, hahahahahahahahaha. Obrigado por compartilhar, volte sempre <3

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  2. Já doei alguns livros, mas eram todos do meu tempo de criança, os livros mas atuais, dos últimos dois ou três anos, ainda sou muito apegada para me desfazer deles, mesmo que fiquem ali parados e eu dificilmente vá lê-los de novo nos próximos meses.

    aguardandoocamaleao.blogspot.com

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    1. Pois trate de desapegar, hehehehe! Vá nos sebos e faça trocas para não ter que simplesmente "se desfazer" deles. Vai que você encontra outros livros realmente maravilhosos e que você certamente lerá? O sebo é um novo mundo de probabilidades e saberes *-* Grande beijo.

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Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

Sempre estou em festa quando falo sobre tecnologia, relacionamentos, inspirações, etc. É isto o que esta categoria representa. Queria um nome que representasse festa, ao mesmo tempo que me inspirasse e a palavra "enigmático" cai como uma luva. Trata de uma euforia que não consigo ignorar. Saiba mais aqui.

Atauúba atiaîa

Eu estava procurando uma maneira de homenagear os povos indígenas de alguma forma no meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem, mas recentemente descobri que tenho descendência indígena de bem próxima o que me deixou mais apaixonado e agradecido ainda. Procurei algo mais geral, pois é sabido que há inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Procurei algo em tupi guarani (língua em que o nome da categoria está escrita) e achei a combinação de duas palavras. Atauúba (flecha incendiária) Atiaîa (raio de luz que reflete luminosidade). O termo Atauúba atiaîa significa a modo grosso "flecha incendiária de luz" e é tudo o que esta categoria representa para mim quando falo de organização, estudos, etc. É uma maneira mínima de honrar nossos irmãos indígenas ainda hoje tão maltratados, perseguidos e injustiçados. Saiba mais aqui.