27 de julho de 2015

{Filme} A Missão, de Roland Joffé


Nome: The Mission (A Missão)
Data de lançamento: 31 de outubro de 1986 (EUA)
Direção: Roland Joffé
Música composta por: Ennio Morricone
Roteiro: Robert Bolt
Duração: 126 minutos
Alguns nomes do elenco: Aidan Quinn, Alberto Borja, Alejandrino Moya, Álvaro Guerrero, Antonio Segovia, entre outros.  


Sinopse: No final do século XVIII Mendoza (Robert De Niro), um mercador de escravos, fica com crise de consciência por ter matado Felipe (Aidan Quinn), seu irmão, num duelo, pois Felipe se envolveu com Carlotta (Cherie Lunghi). Ela havia se apaixonado por Felipe e Mendoza não aceitou isto, pois ela tinha um relacionamento com ele. Para tentar se penitenciar Mendoza se torna um padre e se une a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem intencionado que luta para defender os índios, mas se depara com interesses econômicos.


Tudo bem com vocês meus queridos leitores e amigos? Venho neste post, trazer por meio da escrita minhas reflexões sobre esta obra cinematográfica maravilhosa que o cineasta Roland Joffé dirigiu em 1986 intitulado de "The Mission" ("A missão" em português). Prontos? 

Eu me deparei com este clássico em meus estudos para o vestibular, onde assisti esse filme para reforçar meus conhecimentos na área de humanas, a cerca dos jesuítas e as missões que a igreja católica enfrentava para converter os índios. São mais de duas horas de mídia em que você quando começa, fica impressionado como as câmeras captaram tanta beleza e simplicidade. Ainda tenho na mente o som da música angustiante e ao mesmo tempo tão remidora tocada pelo padre no princípio do filme. 

Nos 30 primeiros minutos do filme, passa-se um dilema que mudaria a vida do personagem Mendonza para sempre. Ele, em pleno final do século XVIII, é um mercador impiedoso de escravos, que encontra sua mulher o traindo com o homem que ele mais amava no mundo e com quem tinha uma linda afinidade: seu irmão Felipe. Isto é devastador para Mendonza e o perturba como homem traído. Em alguns dos enfrentamentos de Felipe, Mendonza acaba matando seu irmão em duelo justo. E a lei o acoberta por isto. Mas nada acoberta a culpa e o remorso que adentrou Mendonza. A culpa há meses o corrói e o destrói por dentro. 

Até quando um padre é levado até ele. Em estado deplorável e com uma culpa insana, Mendonza é convencido pelo padre, a ir com ele na próxima missão que a igreja faria. Mendonza viu como a última oportunidade dele achar a remissão de seus ações e pecados em Deus e sua luz. O filme se desenrola nestas missões e o que elas carregam. Detalha o primeiro contato e antigas missões falhadas com os indígenas. Paisagens magníficas da natureza exuberante, úmida, fechada, esverdeada e deveras abundante antes da chegada do homem branco e sua ganância por riquezas. 

Aos poucos a maioria dos índios vão conhecendo o catolicismo e cantam até em latim muitas missas da igreja. Conhecidos como Jesuítas, como já sabemos bem das aulas de História. Há um desenrolar bem interessante quando entram os aspectos econômicos da coisa. Sempre o dinheiro e lucro para o homem branco, não importa as consequências ou as atrocidades cometidas. O filme mostra bem a luta dos padres jesuítas pela salvação (espiritual e material) dos índios. Houve muitos fracassos, infelizmente. E com estes fracassos tribos inteiras foram dizimadas. É muito tocante esta obra. 

Fonte: aqui.
O filme nos faz pensar se realmente havia necessidade, primeiramente, dos índios serem educados; tendo em vista que, eles já possuíam cultura, língua, religiões e costumes próprios. Nem como indígenas e nem como cristãos, por conta da ambição humana, eles tiveram voz. Massacrados foram porque não se dobraram à vontade do homem branco. 

É muito interessante a olhada neste filme. Acontece muito mais e a competência de detalhes é enriquecedor. Não contei quase nada até agora e nem poderia explicar muito bem. Só digo uma coisa: assistam! Quem ama filmes educativos, de teor histórico e com fatos verídicos, vai se presentear. A Espanha está envolvida na história de forma importante, fica a dica. Grandes atuações de Robert De Niro (Mendonza) e Jeremy Irons (Um humilde padre jesuíta muito importante na trama). Drama, realismo, guerra e interesse num comércio escravista desumano, a gente encontra neste filme. 

Alguém aqui já assistiu esta maravilha? Pode contando o que achou, abraços!
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

Sempre estou em festa quando falo sobre tecnologia, relacionamentos, inspirações, etc. É isto o que esta categoria representa. Queria um nome que representasse festa, ao mesmo tempo que me inspirasse e a palavra "enigmático" cai como uma luva. Trata de uma euforia que não consigo ignorar. Saiba mais aqui.

Atauúba atiaîa

Eu estava procurando uma maneira de homenagear os povos indígenas de alguma forma no meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem, mas recentemente descobri que tenho descendência indígena de bem próxima o que me deixou mais apaixonado e agradecido ainda. Procurei algo mais geral, pois é sabido que há inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Procurei algo em tupi guarani (língua em que o nome da categoria está escrita) e achei a combinação de duas palavras. Atauúba (flecha incendiária) Atiaîa (raio de luz que reflete luminosidade). O termo Atauúba atiaîa significa a modo grosso "flecha incendiária de luz" e é tudo o que esta categoria representa para mim quando falo de organização, estudos, etc. É uma maneira mínima de honrar nossos irmãos indígenas ainda hoje tão maltratados, perseguidos e injustiçados. Saiba mais aqui.