30 de agosto de 2015

Refletindo sobre o caos generalizado nas grandes cidades



Quantas vezes não presenciamos momentos de verdadeiro horror, terror e caos em dados pontos das grandes cidades ditas desenvolvidas? O clássico exemplo que darei para retratar isto aqui neste post é o que ocorre em dias de jogos em que torcidas chamadas de organizadas saem de seus tocas e botam terror nos metrôs e ruas do Recife quando termina os jogos. Quem está voltando do trabalho ou da faculdade não está livre de maneira alguma do horror que os envolve. Ocorre vandalismo, roubos e agressões físicas e verbais de passageiros que nada tem a ver com a baderna. É um verdadeiro caos.

Há também aquele caos beirante ao absurdo na saúde do país com um sistema de saúde válido, porém falido, o SUS, que muito mal atende à população necessitada sustentando assim um estômago carente e desordenada. Causando um caos aferidado no corpo e alma dos brasileiros. 

Há também aquele caos provocado no embate entre bandidos e polícia, onde sempre quem é a vítima é o cidadão que está voltando cansado de sua rotina diária de esforço e suor. Há também aquele caos sentido pela violência contra as mulheres, crianças e idosos que rasga nossa alma em busca de misericórdia. 

Há também aquele caos já instalado como um câncer na parte vital da sociedade que se chama corrupção e que a cada dia a mais quebra mais o país. É corrupção na hora da prova, na fila do atendimento, na política direcionadora, no atendimento do banco, no recebimento de regalias e pontos para "se passar na frente", corrupção até nos sentimentos de forjadas informações.

O caos interior beija o exterior de maneira inescrupulosa e absorve assim, a essência do maligno. A sociedade tem moldado de forma acelerada muitos valores e destruindo-os, achando isto um divertimento consentidamente divertido. Só que não é. Nunca foi. A falta de amor, de companheirismo, de compaixão, de misericórdia, de paz, de afeto, de carinho, de paciência, de humanidade, têm feito do caos, um agente ativo dos dias atuais e o rastro que ele deixa, são pessoas em estado de óbito ou cheias de sequelas irreversíveis.

O caos nas grandes cidades do país (e já chegando às muitas cidades do interior) é um fator alarmante e avisador de como nossa sociedade está fedendo e cheia de feridas profundas. Marcas de dor e sofrimento têm proporcionado muitas dores de cabeça nas boas pessoas tornando-as assim alvos fáceis dos impunes generalizados. O caos já está instalado em nosso meio, cabe a nós fazer a nossa parte e tentar freá-lo.

O consumismo moderno têm proporcionado uma desigualdade fora do comum por meio do capitalismo em nossa vida social. Uma aba de desgraça e do querer ter têm prejudicado tantas vezes e instalado o caos entre os seres humanos a ponto de fazê-lo esquecer o porquê de se viver, o porquê de sua missão pessoal neste mundo. O caos nas grandes cidades apenas reflete a destruição em massa que estamos sendo redirecionados. Se cada um de nós não fizer a sua parte para contribuir para um mundo melhor, dificilmente alguma coisa melhorará daqui para a frente. 

Que possamos refletir cada vez mais o que precisamos fazer para frear este caos que está entrando em nossa casa. Saímos nas ruas sem a confiança de que voltaremos vivos por conta do caos atual que vivemos. Isto é um absurdo sem precedentes. Nos dias de hoje temos que pedir força a Deus para nos livrar e nos amparar em momentos tão caóticos que estamos vivendo, para assim de uma vez por todas, conseguirmos viver em paz com nós mesmos e principalmente com o nosso próximo. Nunca sai de moda fazer o bem. Façamos a nossa parte. Um dia de luz e reflexões. 
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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