30 de setembro de 2015

Drama pessoal: quando se trata de livros há equilíbrio?


Estava refletindo justamente sobre isto estes dias e pensei: talvez, para mim, não haja equilíbrio quando se trata de livros. Reduzi por demais minha estante quando se trata de livros físicos. Isto não se tem dúvida. Faz anos que não compro um livro físico, nem recebo de editoras, nem de nenhuma parceria, nem de presente, de ninguém. Faz anos literalmente. 

Mais na frente comento com vocês sobre esta questão de parceira. Terá um post só para este assunto. Neste quesito de não receber livros de ninguém, decidi que não iria (por enquanto) ter nenhum livro físico a mais dos que eu já tinha, por conta de estrutura mesmo. Não gosto de ter nenhum livro e o deixar empoeirando numa gaveta embaixo da cama. Quero toda uma estrutura legal, um espaçamento considerável e para isso, é muito tempo, paciência e dinheiro investido.

Já quando vou para o lado de livros digitais (ebooks) a lista e o acervo pessoal é longo. No meu computador, numa linda pasta chamada Arquivo Pessoal - Livros, tenho milhares de ebooks. Milhares mesmo. Para vocês terem noção minha organização básica com eles é a seguinte: tenho pastas intituladas como 100 páginas, 200 páginas, 300 páginas, 400 páginas, etc até com livros de 3000 páginas. Creio que já comentei bem por cima sobre essa minha arrumação. Foi a única que consegui para não deixar todos os livros misturados. Fico mais inspirado a ir lendo os livros pela quantidade de páginas, rs. 

Como baixo novos livros todos os dias sempre acumulo mais do que realmente vou ler. Sem contar que baixo livros de todos os gêneros que você puder imaginar, então meio que o acervo triplica. Não tenho gênero favoritos, só há um que se destaca em que prefiro ler, que é o de fantasia. Tirando isto os demais estão no mesmo patamar de leitura, sem muitos pré-requisitos, depende mais da história quando leio a sinopse. Se me desperta o desejo mais ardente, leio logo determinado livro. 

Chamo isto de drama pessoal porque vocês têm visto nos últimos meses eu desapegando geral. Até este tema de minimalismo, destralhamento, filtragem digital e relacionados saiu muito nos posts por aqui. Mas com livros eu não sei muito o que dizer. Na verdade livros digitais. Acreditam que eu prefiro ler livros digitais pelo computador ou pelo celular do que livros físicos? Sempre tive a ideia de que livro físico eu preciso me deitar, ler com mais calma, estando mais quieto e tudo mais. Claro que muitos leem andando pelo mundo afora, mas com livros físicos fica mais complicado. Creio que meu costume é mais pelo celular mesmo (o que muitos detestam, né?). Interessante.

O bom de tudo isto é porque a medida que vou baixando os livros vou organizando em suas pastas. O que me tira uma tremenda dor de cabeça para depois arrumar um tempo no meu horário só para ficar abrindo arquivo por arquivo e determinando para cada página. Vou confessar a vocês que amo a sensação de baixar livros todos os dias. São livros e seriados que todos os dias, pelo menos cinco episódios, cinco livros tenho que baixar. 

Baixo livros desde 2011, foi praticamente quando comecei a ler e descobrir os queridinhos ebooks em diversos formatos e, desde esse tempo tenho me alegrado somente por baixá-los. Tenho planos sim de ler mais da metade do meu acervo. Não tenho datas definidas para isto porque leitura é demorada (dependendo do livro) e leva anos para ler estantes inteiras. Mas estou lendo diariamente e adiantando o que posso. 

Foi até levantada esta questão no twitter há um tempo pela Camile do blog Vida Conectada comentando sobre o consumismo e onde os livros se encaixavam nesta perspectiva. Até opinei comentando com ela a cerca do excesso desnecessário de ter mais livros na estante caso não fossem lidos. Na verdade eu disse que, na minha opinião, comprar novos livros sem ter lido os livros que já tinha era uma atitude um tanto consumista. E de fato o é, não mudei minha visão. 

Comigo o drama é com os ebooks. O fato de baixá-los. Eu poderia ficar sem baixá-los simplesmente para ler toda a minha estante, quem sabe isto seria até mais o "certo" a se fazer, mas acho que a verdade é que não quero "perder" nenhum link de nenhum livro, volume ou lançamento. Alguns livros que baixo são tão raros que mesmo que eu não vá lê-los naquele momento, eu vejo a necessidade de baixá-lo para não perder de vista. Esta minha visão pode ser um pouco equivocada, reconheço. Mas até eu arrumar uma solução, pensar direitinho no que vou fazer relacionado a isto, vou fazer desta maneira. Estou aberto a sugestões, hein. 

Queria conversar com vocês sobre este assunto porque sei que muitos de vocês também passam pelo mesmo dilema ou parecido que o meu. Os leitores piram quando vêm toda hora novos livros e uma estante mais lotada ainda. HAHAHAHA Vamos conversar sobre isto. Uma ótima terça-feira meus leitores e queridos amigos. Grande abraço. 
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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