27 de dezembro de 2015

Diário pessoal e sua magia em palavras


Sempre vi o diário pessoal (seja ele virtual ou não) como uma necessidade. Para os amantes das letras, mais ainda. O interessante é que o ato de escrever tem que vir de dentro para funcionar, pelo menos na minha concepção. Se não vier da alma, não toca outra alma. Seja de qual gênero ou assunto que for.

Há alguns anos atrás comecei a escrever meu primeiro diário pessoal. Não era nenhum daqueles femininos com historinhas bobas ou cada passo do meu dia a dia, mas sempre foram estilo mais despojados, porém bem escritos, com os assuntos mais importantes da minha semana. Algo para registrar minha história, por assim dizer.

Parei de escrever à mão porque 1) quero um caderno apropriado para a escrita, estilo folhas brancas, capa dura 2) não achei este tipo de caderno em nenhuma livraria ou papelaria até agora 3) falta de inspiração. Tempo, sempre posso dar um jeitinho de passar uns minutinhos escrevendo, então não tenho essa desculpa, apesar dos compromissos estarem acirrados. 

Quando eu achar um modelo de caderno de anotações para fazer um diário pessoal, mostro aqui no blog e nas mídias sociais do blog. Quem ama escrever sente a necessidade de escrever como se não houvesse amanhã. Pelo menos comigo, sei que escrever no blog ou várias matérias nunca será o suficiente. Para mim, quanto mais escrita melhor. Quanto mais assunto diversificado, melhor. 

Já tem um tempinho que não escrevo desta forma, em papel, alguns meses no caso. Que saudades que sinto. Vi um rapaz no parque um dia desses, sozinho, sentado no banco da praça do parque. Ele estava com uma caderneta (espécie de bloco de anotações) e com uma caneta esferográfica na mão escrevendo. Aquilo quase arrebatou meus pés do chão e eu quis voar. 

Lembrei de mim mesmo fazendo aquilo na praia, no terraço da minha antiga casa de interior. Folhear o papel, abrir capa e a contra capa com delicadeza, olhar o horizonte e a paisagem verde (quando tem) antes de dar a primeira letrada no papel... ah, são paixões e sensações que só quem ama escrever e é um poeta, conhece. 

Este post foi mesmo uma nostalgia gostosa e um mar de amor de doces lembranças. Escrevi simplesmente por escrever. Só para sentir o prazer de colocar as palavras em sintonia e comunhão. Vocês gostam de diários pessoais? Já tiveram algum? Um lindo e maravilhoso dia, abraços. <3
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

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