10 de dezembro de 2015

O minimalismo e sua relevância atualmente


Não é de hoje que tanto no mundo real, quando no mundo digital, o minimalismo está alastrando e cada dia que passa tem mais e mais pessoas tornando-o estilo de vida. Confesso que a ideia é boa, e em alguns aspectos o movimento é bem fenomenal, porém não sei se se aplica em todos os departamentos da minha vida e por isso não me considero minimalista. Há coisas que prefiro deixar como estão e outras que sou extremamente minimalista. Faz parte. 

Quer saber do que se trata e o que é Minimalismo? Leia esse post O que é afinal Minimalismo? e reconheça do que se trata a problemática. Pois bem. Ser minimalista é aprender a desapegar, é se libertar do sentimento de posse e realmente se desprender. Acho-o extremamente relevante porque sempre devemos estar em constantes limpezas materiais, espirituais e sentimentais. 

Falar em minimalismo é em contrapartida comentar sobre consumismo. São dois assuntos visivelmente interligados, mesmo que opostos. Nos últimos tempos o consumismo vem perdendo o sentido e sua força esmagadora (principalmente perpetuada durante as décadas pela publicidade e propaganda televisiva no geral) vem afracando. Não é por menos. Consumir desenfreadamente é realmente boa opção? Algumas pessoas estão pensando no futuro e se planejando melhor para fazer acontecer, não possuem tempo nem dinheiro para extravasar consumindo loucamente.

Com o passar dos anos a tendência é seletividade. Com o aumento populacional e principalmente com o aumento no uso da internet, a maioria das coisas que queremos chega aos nossos olhos em menos de cinco segundos e em nossas mãos em no máximo três dias se pagarmos por um sedex, por exemplo. Qual a dificuldade de se ter o que se quer hoje em dia? O imediatismo gerou e gera certa segurança, em partes.

Cada vez mais as pessoas estão procurando ser seletivas naquilo que vêm, falam, consomem e bem mais criteriosas com suas opiniões de determinado consumo. Pelo menos a maioria das pessoas que pesquisam mais, agem mais, sondam mais o terreno. O minimalismo entra nesta questão de maneira essencial. Com a alta seletividade e com a necessidade de filtrar cada vez mais o que se adquire, ter menos as vezes é melhor do que ter mais. 

Esse é um assunto que abre tantas portas e janelas que é fácil se perder em meio a tantas possibilidades de estudo. Alguns dizem que o consumismo cresceu e continua crescendo exageradamente. Venho mudando esta visão e já acho o contrário. Estou vendo cada vez menos consumismo e cada vez mais minimalismo. E sinceramente? Espero que esta "onda" pegue para valer e tenhamos cada vez mais indivíduos consumistas conscientes. Consumismo exagerado não traz nada de bom e principalmente no meio sustentável isto pode ser fatal.

Quis conversar um pouco com vocês sobre o assunto porque já vinha martelando há um bom tempo na minha mente. Há muito a dizer, mas não quero perder o real sentido do post, que é fazer esta observação e discutir de maneira saudável sobre este ramo do assunto. O que vocês acham de tudo que eu escrevi aqui? Ansioso pela sua opinião. Grande abraço. 

Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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