5 de dezembro de 2015

Quem sou eu quando ninguém está vendo?



Em nossa sociedade atual tornou-se muito fácil obter aparentemente sucesso e perfeição tendo em vista que não somos nada perfeitos. Todos são "ricos", "bonitos", "de boa aparência", "com a vida sem defeitos" e possuem um "castelo de ouro". Só que - sabemos bem - as aparências enganam. Uma pergunta rondou a minha mente estes dias e foi justamente o título desta postagem: "Quem sou eu quando ninguém está vendo?". E é justamente sobre isto que quero conversar com vocês hoje. Comecemos.

Será que nosso caráter brilha no escuro e temos atitudes positivas e maravilhosas como quando estamos na frente de nossos familiares e amigos? É lícito que nos cansamos diariamente e nem sempre estamos prontos ou preparados para aquela selfie do momento. Mas aí sair forjando uma imagem não verdadeira e de objetivo a alimentar o ego pessoal é desonroso para consigo mesmo e com os que estão ao nosso redor. 

Falando por mim (de quem sou o único autorizado a comentar), posso dizer que sou o mesmo tanto às escuras, quanto às claras. "Ah Ewerton, mas é óbvio que você não diria nada que te prejudicasse ou manchasse sua imagem no seu blog...", sim e não. Não tenho pra quê forjar uma imagem perfeita se declaro constantemente que sou imperfeito até o último fio de cabelo da cabeça. Forjo a imagem verdadeira, aquela que está sempre em luta, em movimento, em completa dedicação e inspiração pessoal. Essa imagem é a minha imagem. 

A imagem que todos os dias pessoalmente ou não vocês acompanham. Sejam nas frases que digo, nos diálogos que participo, no que crio e compartilho. Ali eu estou, está minha essência, minha vida de forma presente e em pensamento. Não há barreiras para mim e isto deixo sempre explícito em cada momento do meu dia, não só para as pessoas ao meu redor, mas inclusive para mim mesmo. Lembro-me, dia após dia quando acordo, que tenho que explorar e viver aquele determinado, único e específico dia da forma mais arrebatadora que eu encontrar. E assim o faço. 

Quem eu sou quando ninguém está vendo? Sou vida. Sou esperança rotineira. Sou nada mais nada menos que eu mesmo. Clichê? Talvez. Verdadeiro e notório? SEMPRE. Garanto a vocês leitores que sou inconformado. Não me conformo com opiniões contrárias às minhas, porém as valorizo e respeito, não me conformo com a falta de conhecimento, sempre estou buscando mais e mais inesgotavelmente, não me conformo com a falta de caráter e o jeitinho brasileiro. Quando estou sozinho, corpo e mente, mantenho meu caráter vivo e pratico as coisas boas. Esse sou eu. Não tenho como praticar outra fórmula. 

Como minha mãe disse um dia desses: "você atrai e busca coisas boas". Minha essência é escolher sempre o lado bom. O lado bom para as pessoas, para o meu próximo, para mim mesmo. Nunca ninguém me vê entrando em brigas desnecessárias ou fazendo picuinhas a troco de nada (Pois nunca as faço, nunca mesmo). Só não tenho tempo, nem vontade. Sempre acreditei que o melhor está reservado para aqueles que se apegam às coisas boas da vida e que estampam um sorriso verdadeiro. Se é para chorar choramos, se é para rir, melhor ainda. 

Sempre estou em uma busca pessoal insaciável. Sempre estou aprendendo, formulando, me aprofundando, melhorando, incentivando, descansando, trabalhando, focando, preguiçando. Esse sou eu. Quase não procrastino porque 1) planejo meu dia diariamente 2) sempre - com o maior esforço do mundo inteiro - procuro cumprir aquilo que projeto para o dia e é humanamente possível de se fazer, hahahaha. 

Quase nunca estou de mal humor, sempre tenho tendência a ficar estressado. Eu verdadeiramente sou assim. Por isso procuro me desintoxicar diariamente porque é difícil manter o equilíbrio. Viver fora do computador o que se diz dentro dele é uma lição complicadíssima e nem sempre conseguimos. Mas não deixe as tristezas e fracassos te desanimar. Errou? Peça perdão, se perdoe e aprenda. Siga sempre em frente de forma natural. 

Esse sou eu quando estão vendo e quando não estão vendo. Neste momento que estou escrevendo este post, estou sozinho no meu quarto. Ninguém está vendo, somente Deus. Estou na minha mesa, cadeira e acordei a horas atrás. Não estava afim de fazer nada e vim escrever no blog. Tem dias que não suporto a ideia de ficar na frente do computador e fico adiando. Mas mesmo assim o faço, depois uma onda de inspiração me invade novamente e escrevo loucamente e desesperadamente. Assim sou eu. 

Fica a pergunta - que é um tanto complexa, admito: Quem é você quando ninguém está vendo? Conversem comigo, um lindo abraço neste dia maravilhoso. 

Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

Sempre estou em festa quando falo sobre tecnologia, relacionamentos, inspirações, etc. É isto o que esta categoria representa. Queria um nome que representasse festa, ao mesmo tempo que me inspirasse e a palavra "enigmático" cai como uma luva. Trata de uma euforia que não consigo ignorar. Saiba mais aqui.

Atauúba atiaîa

Eu estava procurando uma maneira de homenagear os povos indígenas de alguma forma no meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem, mas recentemente descobri que tenho descendência indígena de bem próxima o que me deixou mais apaixonado e agradecido ainda. Procurei algo mais geral, pois é sabido que há inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Procurei algo em tupi guarani (língua em que o nome da categoria está escrita) e achei a combinação de duas palavras. Atauúba (flecha incendiária) Atiaîa (raio de luz que reflete luminosidade). O termo Atauúba atiaîa significa a modo grosso "flecha incendiária de luz" e é tudo o que esta categoria representa para mim quando falo de organização, estudos, etc. É uma maneira mínima de honrar nossos irmãos indígenas ainda hoje tão maltratados, perseguidos e injustiçados. Saiba mais aqui.