10 de março de 2016

{RESENHA} A Escolha – Eduardo França


Olá leitores vorazes, como estão? Lendo bastante? Trago hoje a resenha do livro A Escolha da Editora Vida & Consciência. Um livro com cunho um pouco diferente do que estou habituado a ler. Vamos conferir?


Nome: A Escolha
Autor: Eduardo França
Número de Páginas: 352
Ano de Lançamento: 2011
Editora no Brasil: Vida & Consciência
ISBN: 978-85-7722-172-1

De acordo com a sinopse: "A história se passa em São Paulo na década de 90, e gira em torno dos encontros e desencontros de um jovem casal que se conhece na rodoviária. Ela é Regina, uma bela moça vinda do interior, e ele, Danilo, dono de uma rede de mercados de São Paulo e neto de um renomado médico. Os dois vivem um grande e verdadeiro amor, mas a relação passa por provações e é intensamente conturbada. A interferência negativa dos familiares e pessoas do convívio de ambos a princípio parece injusta, mas há muito mistério a ser revelado, justificando os acontecimentos. Resenha do Skoob."


Comecei a leitura desse livro e li compulsivamente. Em poucos dois dias. Um livro muito bem escrito e numa linguagem super contemporânea. A sinopse do Skoob realmente não mostra a delícia que é o exemplar.

O livro trata da história de Regina, uma jovem linda e inocente do interior de São Paulo, que por incentivo de Ivo - primo de sua mãe já falecida, Menininha – vai à São Paulo capital em busca de uma vida melhor na casa de sua Tia Caetana.

Sua história está só no inicio. Logo quando chega à São Paulo, na rodoviária, em meio as compras de passagens, Regina topa com um desconhecido por nome de Danilo, que mesmo nesse curto encontro, lhe deixa o seu numero de telefone para que Regina não perca o contato com ele.

Na casa de sua Tia Caetana, a jovem já percebe o temperamento difícil da Tia e sua constante mudança de humor. Caetana é casada e tem dois filhos. Obviamente primos de Regina. Os primos e o marido da Tia logo simpatizam com a jovem. Caetana fica aborrecida com a presença da menina, mas por sua vez, como vê uma mão de obra e um trabalho “escravo” aceita a ideia de ela estar morando com sua família.

Ela desenvolve uma amizade muito grande com o Tio Luís (marido de Caetana) e vê nele um ajudante primordial em sua vida. A saudade por Ivo, que por sua vez está longe de Regina, cresce cada vez mais no coração da jovem. Infelizmente para ambos, e decorrente a algumas ações de Caetana (que é uma praga na vida de Regina), Ivo e Regina não tornam a se encontrar. Possivelmente só em outra vida.

Caetana é a ruína para Regina, sua própria tia é sua inimiga, disfarçada de anjo. Num futuro mais a frente, quando Regina pensa que não vai mais encontrar Danilo (o desconhecido da rodoviária), eles se reencontram devido ela trabalhar num dos mercados do qual ele é o proprietário. As supressas não acabam por aí. Muitas histórias, acontecimentos se desenrolam no decorrer da trama. Personagens evoluem, tomam o rumo de suas vidas e assim a trama - de forma leve - vai evoluindo.

Ainda temos Vera, funcionária do mercado de Danilo e apaixonada por ele e, Beto, primo irresponsável e baladeiro de Danilo, que tem uma queda por Regina. Ambos se juntam para separar o casal. E muitas revelações e consequências resultam dessa parceria...

O final eu senti meio “Nicholas Sparks”. Leiam e saberão por quê. HAHA :D

Os personagens que o autor criou são bem construídos, cada um tem seu papel importante na trama, e a Editora por sua vez, caprichou na obra – é um livro/autor nacional – e a Editora fez um ótimo trabalho e investiu com seriedade. Não encontrei nenhum erro de concordância ou deslize ortográfico.

Esse livro foi um dos poucos que eu li que tratam de espiritismo. Pois é, quem diria? Pela capa não dá para tirar essa informação. E pouco a sinopse também revela. De uma forma bem leve e colocada de forma bem “comum” na história, o autor retrata pontos importantes do Espiritismo, do plano divino e do livre arbítrio que o ser humano possui sempre mesclando com o romance avassalador.

Não sou espírita, mas fez-me refletir sobre muitas coisas do meu lado espiritual. Enfim, muita sabedoria, amor, empreendedorismo se reúne nesse romance. Recomendo muito a leitura. O espiritismo é claro, mas o romance é um ponto forte do livro. Leiam, é sempre bom estar aberto a novas leituras. 

Abraços literários, até breve.

Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

Sempre estou em festa quando falo sobre tecnologia, relacionamentos, inspirações, etc. É isto o que esta categoria representa. Queria um nome que representasse festa, ao mesmo tempo que me inspirasse e a palavra "enigmático" cai como uma luva. Trata de uma euforia que não consigo ignorar. Saiba mais aqui.

Atauúba atiaîa

Eu estava procurando uma maneira de homenagear os povos indígenas de alguma forma no meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem, mas recentemente descobri que tenho descendência indígena de bem próxima o que me deixou mais apaixonado e agradecido ainda. Procurei algo mais geral, pois é sabido que há inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Procurei algo em tupi guarani (língua em que o nome da categoria está escrita) e achei a combinação de duas palavras. Atauúba (flecha incendiária) Atiaîa (raio de luz que reflete luminosidade). O termo Atauúba atiaîa significa a modo grosso "flecha incendiária de luz" e é tudo o que esta categoria representa para mim quando falo de organização, estudos, etc. É uma maneira mínima de honrar nossos irmãos indígenas ainda hoje tão maltratados, perseguidos e injustiçados. Saiba mais aqui.