6 de março de 2016

Tatuagens: o peso e a inspiração que elas carregam


Não é de hoje que o preconceito com tatuagens é rotina em nossa sociedade. Associa-se na maioria das vezes tatuagens a marginalização, a crime, a apologia a drogas. Nem dá para comentar o quanto isto é absurdo, né? Como se todo mundo que fizesse tatuagem fosse o chefe do crime nas intocas. Pára.

Eu sempre vivi no limiar de fazer uma tatuagem ou não. Até hoje eu sempre fiquei pensando se eu deveria fazer uma ou não. Eu passei um tempo pensando em fazer no antebraço, ou na coxa, ou na altura das costas. Fazer algum escrito em japonês. Fazer o chackram e as armas da Gabriele do seriado Xena (o meu seriado favorito até hoje desde criança) entrelaçadas. Mas nunca aprofundei muito a ideia. Talvez eu faça. 

Só nunca entendi o preconceito no ato de fazer uma tatuagem. Sinceramente não entendo. Há tatuagens que são lindas, marcantes, que é o trabalho de muitos profissionais. Porque desvalorizar a tatuagem e designá-la como algo maligna ou suja? Ou simplesmente criminosa? Parece medo de se render. Vontade reprimida de se fazer, mas muita falta de coragem. Para mim, é o que parece. É a única coisa que justifica essa intolerância.

Muitos já aceitam, muitos pais já fizeram. Mas há uma parcela que se mantêm irredutível. Repito: ainda hoje não entendi o porquê. Não tem justificativa, só gritaria e suposições. Achismos. Opinião patética e sem comprovação. Deixo um recado direto para você que está lendo este post e tem essa postura intolerante: cai na real. Sério mesmo, respeita as diferenças e se você não gosta, vai fazer o que você gosta ao invés de reparar no que você acha ser defeito das outras pessoas. Cada um no seu quadrado, faz favor. 

Cada um tem o direito de ser o que quiser, de tentar as escolhas que mais lhe faz sentido, de praticar aquilo que acha bom e correto para si. Mas convenhamos que respeito é fundamental e primário de qualquer boa convivência, né? Nunca vi um povo que reclama de tudo como o brasileiro. Sério. De tudo tem preconceito. O gordo não pode ter vez, o negro muito menos, o homossexual escuta piadinhas, os cristãos são crucificados e chamados de porcos (como eu já vi), os ateus são escorraçados, população, pelo amor de Deus (que é amor e justiça, que é o único que pode julgar e condenar), respeitem as diferenças. 

Ninguém precisa aceitar ou concordar com nada, portanto que respeite e procure compreender, para pelo menos ter compaixão que ali tem outro ser humano, tem uma pessoa imperfeita e que tem suas particularidades. Você também erra. Assim como eu. Deixe quem quiser fazer mil tatuagens, você não fazendo, nada mudará na sua vida ou rotina. Que pratiquemos a tolerância. Façamos a paz sair da boca e chegar na realidade.

Ah, e ainda há quem associe tatuagens com rockeiros. Todo rockeiro tem tatuagem? Oi? É até patético de se ouvir este tipo de pensamento medíocre. Eis alguns modelos de tatuagens que eu acho interessante e que talvez eu faça futuramente <3:















Acho-as lindas. E tem tantaaaas mais. Foquei mais nas tatuagens masculinas. Você já pensou ou já fez alguma tatuagem? O que você acha de todo este preconceito com pessoas que fazem tatuagens? Achas um crime? Vamos debater. Podem comentar. Até amanhã. 

Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

Sempre estou em festa quando falo sobre tecnologia, relacionamentos, inspirações, etc. É isto o que esta categoria representa. Queria um nome que representasse festa, ao mesmo tempo que me inspirasse e a palavra "enigmático" cai como uma luva. Trata de uma euforia que não consigo ignorar. Saiba mais aqui.

Atauúba atiaîa

Eu estava procurando uma maneira de homenagear os povos indígenas de alguma forma no meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem, mas recentemente descobri que tenho descendência indígena de bem próxima o que me deixou mais apaixonado e agradecido ainda. Procurei algo mais geral, pois é sabido que há inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Procurei algo em tupi guarani (língua em que o nome da categoria está escrita) e achei a combinação de duas palavras. Atauúba (flecha incendiária) Atiaîa (raio de luz que reflete luminosidade). O termo Atauúba atiaîa significa a modo grosso "flecha incendiária de luz" e é tudo o que esta categoria representa para mim quando falo de organização, estudos, etc. É uma maneira mínima de honrar nossos irmãos indígenas ainda hoje tão maltratados, perseguidos e injustiçados. Saiba mais aqui.