24 de abril de 2016

{RESENHA} O Rei e o Camaleão – C. N. David


Olá queridos(as) e amados(as), como estão? Trago hoje a resenha de mais um livro nacional, do autor Christian David. A resenha, como vocês já devem ter lido e descoberto no título do post, é do livro O Rei e o Camaleão. Comecemos.


Páginas: 120
Edição: 01
Sinopse: O livro compõe-se de duas histórias destinadas ao público jovem e adulto. “O Monge Rei” passa-se em um reino fictício no que se poderia comparar à nossa idade média, época de reis, castelos e lutas de espada. Já “O Camaleão” é uma ficção espacial que conta a história de um agente secreto que tem a peculiar característica de ser um transmorfo. Ambas nos remetem àqueles sábados em que a geração que passou sua infância nos anos oitenta assistia a seriados enlatados e colecionava revistas em quadrinhos.

O Monge Rei: O Legítimo Rei de Fangot, Petrus, foi mantido afastado do reino por cinco anos, ferido em uma batalha ele perdeu a memória e acabou sendo colocado sob observação em um retiro monástico pelo usurpador do trono, Solano. Petrus, passa a ter sonhos com pedaços de memórias e acaba descobrindo quem realmente é. Começa, então sua busca por retomar o que é seu, seu reino, seu título e, principalmente sua esposa que, acreditando na morte do marido, está sendo obrigada a aceitar casar – se com o novo rei, o usurpador Solano. Petrus, em sua retomada, acaba encontrando diversos companheiros no caminho e com a ajuda deles pretende retomar Fangot.

O Camaleão: Um dos únicos sobreviventes da tragédia da colonização no planeta Bandeira 1, Meg Knox acabou se tornando um agente do SIGI, Serviço Intergalático de Inteligência. Sendo um transmorfo, Knox é sempre envolvido nas mais perigosas missões, dessa vez ele foi enviado ao Planeta Zara para personificar o governante do planeta, o ditador Sorbone, assegurando a entrega do poder as mãos do povo, como ele havia prometido. Infelizmente nada saiu como o planejado e um outro transmorfo é envolvido na história. Knox se vê em maus lençóis e precisa de toda a sua capacidade de persuasão e inteligência para consertar as coisas. Acaba, insperadamente, recebendo a ajuda de Saila, a segunda-em-comando no planeta. Junto com ela e mais alguns colaboradores precisam resolver a situação antes do início da conferência de paz.


Sobre as duas histórias: O livro é realmente encantador, amei a escrita do autor em ambas as estórias. Cada história tem seu único universo com uma riqueza de detalhes perspicaz. A revisão deste exemplar está ótima, só encontrei no livro um errinho de ortografia (pode ter mais e eu não ter notado), que não atrapalha em nada a fluidez da leitura.

Personagens que, para histórias tão curtas, são bem construídos e com uma qualidade que todo personagem deveria ter: a nobre coragem. Elemento chave de bons personagens para mim. Vou comentar separadamente sobre cada história.

O Monge Rei: É bem envolvente, pois se passa numa época de reis tiranos e perversos, que oprimem a população de todas as formas que podem. Tirando proveito dos pobres e mais fragilizados. Não muito diferente da história que se passou e se passa atualmente em nosso mundo real, né? Até aí nada muito original. O toque diferencial é que a estória está ambientalizada num mundo característico de Idade Média. 

Gosto bastante deste período histórico, apesar de tantas tristezas que ocorreram. Além de todo conflito e lutas próprias do período, há um romance encantador e bem clichê, para variar, entre o salvador e a donzela em perigo. Como sempre.
   
Mesmo com alguns aspectos comuns em tantas histórias que lemos por este vasto imensidão de leitura, O Monge Rei, é uma bela e empolgante leitura. Vale à pena conferir e se aventurar só com a passagem de ida. Repleto de costumes e normas de uma época histórica e diferente - a modo grosso - da realidade que vemos hoje em dia.

O Camaleão: Ah, sem palavras. Realmente achei melhor do que a primeira história (apesar de legal também). É uma ficção espacial super interessante, com informações de um mundo diferente, em uma outra galáxia conhecida pelo ser humano. Personagens muito bem estruturados e construídos. Muita ação (amo/sou), inteligência, sacadas próprias para fluir com rapidez a trama. 

A capa é bem característica da primeira história do Monge Rei. Na primeira orelha do livro tem duas sinopses de cada história separadamente, e um fato interessante que não costumo ver em outros livros físicos: o marcador vem junto da orelha para destacar. Achei chique não vou mentir, hahaha. Apesar de saber que muitos leitores morreriam antes de arrancarem - ou permitirem arrancar - o marcador da capa do livro. UHEUE

É uma leitura super envolvente. Cheia de mistério, confusão e personagens que quando você pensa que são inofensivos, te surpreendem e mostram um lado da personalidade totalmente diferente. 

Tenho certeza que o autor é talentoso, sabe escrever como ninguém, e tem potencial para livros com mais páginas. Tomara que ele lance livros mais grossos. Eu leria com certeza. * Livros grossos. *

Não me prolongarei mais. O livro é uma bela pedida para o público infanto-juvenil,  achei a capa muito digna (característica de uma história do livro em específico e isso para mim vale demais - a capa do livro ter algo a ver com a história em si). Parabéns aos revisores, ao autor e editores pela revisão, impressão e cuidado com a obra. Realmente foi um belo trabalho. 

Até amanhã leitores assíduos. Abraço grande

Crédito de imagem: aqui
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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