17 de maio de 2016

{RESENHA} American Horror Story: Hotel | 5° Temporada ☠


Trago hoje uma resenha que eu estava devendo a vocês desde quando a quinta temporada de AHS finalizou (onde eu finalizei juntamente com ela choroso e desgostoso). Trago hoje as minhas impressões pessoais sobre a quinta temporada do seriado American Horror Story: Hotel. Comecemos. 

Leiam a resenha da primeira, segunda, terceira e quarta temporada, respectivamente clicando nos links apresentados. 

De acordo com a sinopse: "John Lowe (Wes Bentley) é um detetive que tem seu casamento com a médica Alex Lowe (Chloë Sevigny) abalado após o desaparecimento de seu filho Holden. Ele é atraído para o Hotel Cortez devido a uma série de mortes que estão sendo cometidas por um serial killer cujas vítimas representam a violação de um dos Dez Mandamentos. Misteriosamente, John parece encontrar Holden no hotel. Procurando por mais informações, ele descobre que o hotel foi fundado pelo magnata e assassino em série James Patrick March (Evan Peters), na década 1920, e construído com paredes e corredores secretos, utilizados principalmente para aprisionar e descartar os corpos de suas vítimas. Nos dias atuais, o hotel é regido por Elizabeth, conhecida como "A Condessa" (Lady Gaga), que se alimenta de sangue junto com seu amante Donovan (Matt Bomer) com a ajuda dos funcionários Iris (Kathy Bates), mãe de Donovan, e a barman transgênero Liz Taylor (Denis O'Hare). O hotel também tem o poder de prender a alma das pessoas que morreram em sua propriedade, como a viciada Sally (Sarah Paulson)."

Já inicio o meu texto com gratidão. Depois do fiasco que foi a quarta temporada do seriado (leia minhas impressões aqui) eu esperava uma temporada que me animasse e trouxesse algo que a temporada anterior tinha perdido: o horror. Claro que assim, a quarta temporada teve muito horror, mas a maneira como foi abordado, não convenceu muito e está aí o desconforto e reprovação dos fãs. 

Esta temporada estreou no dia 07 de Outubro de 2015 e causou grande alvoroço e ansiedade por parte dos telespectadores. Em rápido resumo: 

"O enredo gira em torno do enigmático Hotel Cortez em Los Angeles, Califórnia, que chama a atenção de um detetive de homicídios (Bentley). O Cortez é o anfitrião do estranho e do bizarro, liderada pela sua proprietária, a Condessa (Lady Gaga), que é uma vampira fashion. Esta temporada apresenta duas ameaças de morte sob a forma do Assassino dos Dez Mandamentos, um serial killer que justifica suas ações, de acordo com os ensinamentos bíblicos; e O Demônio do Vicio, que percorre o hotel, armado com um vibrador em forma de broca." Fonte aqui.

Nesta quinta temporada, os produtores e roteiristas trazem de volta o horror, tão característico do seriado. Apresentam-nos nesta temporada alguns atores já conhecidos dos fãs, mas como é de costume, em papéis diferentes. Como já tem sido roteiro em cada nova temporada. 

Sinto que os personagens não são divididos em sua totalidade no seriado. Não sei bem o porquê. Talvez sejam muitas histórias paralelas com as quais os produtores trabalham? Realmente não sei. Mas essa temporada foi bem louca com relação a direcionamento de estória. 

O hotel em questão, onde se passa a temporada em peso, traz consigo paredes tenebrosas e quartos mórbidos. Com um ar de puro retrô, as paredes grossas de tal estabelecimento faz com que quem entre nunca mais veja a luz do sol. Não da mesma maneira. 

Monstros, mentes obscuras, interiores negros e empobrecidos de amor. Muita dor, muita transformação pessoal, muita luta contra o ser eu em todas as suas formas. Há um abismo em cada personagem, insatisfações e desgostos tortuosos. Literalmente tortuosos. 

Horrores surgem dos lençóis empoeirados quando menos se esperam e manchas repreensíveis se chocam com a realidade sem sentido. A noção de tempo é algo bem trabalhado nesta temporada. A loucura do passado e do futuro se chocam trazendo à face dois extremos. 

Os personagens se notam bem entrelaçados, mesmo que não se dê conta disto e, vivem um inferno (ou mais infernos) todos os dias. É sem dúvidas atormentador viver em tal rotina. 

Creio que o grande marco e personagem principal desta temporada foi a personagem interpretada pela cantora e atriz famosíssima Lady Gaga. Há quem detestasse a atuação da mesma e a mandasse fazer teatro. Já outros, como eu que não sou fã, nem nada, que amaram a atuação dela e viu que todo o esforço da mesma foi recompensado. 


Não tenho porquê mentir nesta resenha porque este não é um post patrocinado (mesmo que fosse eu não mentiria, desculpa sociedade). Lady Gaga realmente foi uma verdadeira atriz. Acho que muita gente confunde a artista com a personagem e não vê que ela por mais que se assemelhe a si mesma, está desempenhando papéis completamente diferentes a nível mundial. Melhorem. 

Esta temporada vem com o tema batido de vampiros de maneira nada inovadora. De tudo que já vi e li sobre o tema (e que me lembro vagamente ou de maneira especial) nada me surpreendeu. Só vi muito sangue e desta parte, i'am sorry, amei. Talvez não faça sentido existir vampiro sem ter sangue. Talvez. 

De acordo com os criadores Brad Falchuk e Ryan Murphy a inspiração para esta temporada se deu em hotéis do mundo real com fama de mal assombrados e tenebrosos e em filmes de terror envolvendo hotéis medonhos. Premissa interessante para uma temporada, né? Achei criativo. Bem bolado. 10 pontos para Grifinória.

Há muitos personagens novos (que só servem para sofrer uma morte horrível e dolorosa e depois voltarem para encher o saco) e a história faz deles um mero corpo maravilhoso para estripar e jogar na sarjeta. Há sempre de ter os mártires da causa, né? Faz parte.

Me agradei bastante com o modo em que a temporada se desenvolveu e de maneia eficiente fez-se cumprir o que não parecia (e nem pareceu em nenhum momento/episódio) óbvio. Isso foi importante para mim, não poder adivinhar/prever o que estava por vir. Há quem deseje uma morte dolorosa, há quem desejou nunca ter entrado no maldito hotel. Tem todo tipo de perfil.

Senti que grandes personagens foram perdidos e ausentes. Desejei ter-los vistos mais. Foi triste. De uma modo geral esta temporada me agradou bastante e isso me deixou bem curioso para saber qual tema virá na próxima temporada. Mais curioso ainda em como os produtores irão desenvolver o nosso mundo macabro. 

Como é de se esperar, há muita cena de cunho adulto, sexualidade a flor da pele, homoafetividade, vícios, pecados considerados pela fé cristã e muita "escória" que permeia e destrói o ser humano há seculos. Isso não é nem novidade, mas como isso é abordado. Nos traz a ideia do que as mídias sociais também podem fazer ao nosso alter-ego. Não entendeu a ligação? Assista a temporada e veja no final da mesma o porquê de eu estar comentando sobre o assunto. 


Não avançarei mais. Já devo ter contado spoiler arretado sem perceber. hahaha Obrigado por acompanharem. Pergunto: quem aqui já assistiu esta temporada? Nos comentários podemos spoilear a vontade. ❤ Abraços, até o post de amanhã. 
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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