5 de janeiro de 2017

{RESENHA} Don't trust the B -- in Apt 23 | 2° Temporada

Tudo bem com vocês leitores lindos e maravilhosos? Trago hoje minhas impressões sobre a segunda e última temporada de um dos melhores seriados de comédia que eu já assisti na minha vida. Antes de tudo, vou te pedir com muita gentileza, que você leia o post da primeira resenha aqui. Dito isto, comecemos. 

Infelizmente este post é para fechar os comentários sobre a série aqui no blog, afinal, acho bem improvável que retomem a série algum dia. Esta segunda temporada possuiu onze episódios e como a nossa querida Wikipédia amou elucidar: "Em 11 de Maio de 2012, a ABC renovou Apartment 23 para uma segunda temporada. A ordem dos episódios é desconhecida, no entanto, os restantes seis episódios da primeira temporada vão ao ar como parte da segunda temporada. Ray Ford, que interpreta Luther, foi atualizado como um personagem regular para a segunda temporada.

Em um dos episódios há uma suposta reunião que além de hilária é trágica para os envolvidos. Chole sempre a rainha da trama moldando tudo e todos para fazer a sua vontade inescrupulosa e sádica. Ela é aquela personagem sem noção que vive o carpe diem com fidelidade. Entretanto, acaba machucando os mais próximos a ela sem nem perceber acarretando aquele draminha típico que faz a trama funcionar. 

O mais interessante é que são coisas muito sem noção MEXXXMO. Sem proteção, cuidados ou delicadezas - regados a muita bebida e poucas lembranças ao que parece. June está cada vez melhor. Que personagem maravilhosa. As frustrações e medos da mesma são de morrer de rir. Claro que tudo é fictício, por isso torna-se engraçado. Aliás, porque são "medos" tão bobos e cômicos que não tem como não sentir uma pitadinha de humor. As reações da atriz são impagáveis. 

Há um episódio que o título foi traduzido como "Custe o que custar...", onde de cara, já sabemos que não podemos esperar nada de sério num episódio assim, né? Essa descrição cai bem: "Não é todo episódio que temos James Van Der Beek dançando na nossa tv. Além disso, tivemos Chloe contando mentira nos bares só para ganhar bebidas grátis e June lidando com as mentiras de sua mãe." Eu rolei de rir, literalmente. E ficou na minha memória de tão marcante. 

Chole sempre atrás das milhares de festas que encontra e bebendo todos os drinks e vodcas que consegue aguentar. É uma tal história de ser badalada a todo custo que mata de rir o telespectador. E o pavor que June tem a esse estilo de vida é o fim da picada. Os adjetivos de graça e risos se tornam repetitivos e finitos para comentar sobre o seriado. Tento inovar mais as palavras hilário, gaitada e expressões como "rolando de rir" sempre voltam com força em cada trecho (assim não dá produção).

O novo trabalho de June é tenso e traz revelações e conflitos interessantes. Chole em certo episódio mostra que não é tão cabeça oca assim (como toda a humanidade pensou, aposto). Há algumas cenas com os vizinhos que são engraçadas e o desespero da June em meio as situações são de fazer nossas barrigas doerem de tanto rir. Só o personagem do James é meio sem graça, mas isso relevamos. Ele tem seus bons momentos. hahaha  

É uma série tão fenomenal que vou rever em algum momento. As palavras se tornam pequenas e tão insuficientes para dizer o que a alma quer expor. Me apeguei bastante e até hoje sofro com o cancelamento. Podiam ao menos dar um final digno e claro aos seriados que nos apegamos, né? Seria deveras justo. Me despeço aqui de um seriado que me surpreendeu e que até hoje traz inúmeras risadas e sentimento de felicidade. Até nosso reencontro. 

Até logo queridos. 

Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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