6 de fevereiro de 2017

A velocidade tecnológica e nosso estímulo a ela no dia-a-dia

Eu poderia começar este texto de diversas maneiras plausíveis e agradáveis, mas confesso que estou um pouco cansado de tanta tecnologia. Não me julguem ainda (se for o caso). Vou explicar. AMO de paixão tecnologia, desenvolvimento e novidades que facilitem nossas vidas desde os processos mais simples aos mais complexos da nossa vida. Amo sim. 

A tecnologia (especialmente na Medicina) é extremamente necessária e valiosa, podendo literalmente salvar vidas. Mas não é deste tipo de tecnologia "do futuro" que quero conversar com vocês hoje. 

Ultimamente, não sei se vocês têm percebido, mas os avanços tecnológicos estão correndo mais do que a humanidade consegue acompanhar, lidar e aproveitar. São tantas novas tecnologias, tantas novas informações, tantos novos gadgets, tantos novos aplicativos e aparelhos, tanto novo, para uma mentalidade que está se acostumando com tudo isso e dando passos de bêbes para aprender.

Acho que o que estou querendo dizer é que a humanidade (frizando as pessoas que não conseguem acompanhar ou manter toda essa novidade online) talvez não esteja pronta. Há quem discordará de mim e tudo bem. Isso é só minha opinião inofensiva. Eu não tenho tanta certeza se tecnologia na mão de governos, por exemplo (como já tem e já é), é uma boa coisa. Se na mão daquele índio da Amazônia, que tem uma profunda relação consigo e com a natureza, seja uma boa coisa. 

São muitos pontos a serem discutidos, muitos pensamentos a acolher. Falando por mim, as vezes reajo com muito estresse à tantas novidades tecnológicas que aparecem, parece que meu cérebro vai bugar e dar erro por alguns segundos tamanha é a quantidade enxurrada de informações. 2017 já começou, já estamos no segundo mês do ano, e muitos hábitos ruins colaram em nós novamente sem aviso ou previsão de saída. 

Podemos usar a tecnologia para driblar e resolver isto, mas não só ela. Podemos utilizar a tecnologia para facilitar tarefas do nosso dia a dia, nos programar para não perder nenhum compromisso (assim como o papel, ferramenta da qual falarei em outras ocasiões), para nosso entretenimento, para enriquecimento do intelecto e uma infinidade de facilidades. Nesses quesitos a tecnologia é por vezes muito beneficente. 

Eu creio que a humanidade tem sim que crescer, evoluir (se não nem estaríamos aqui) e se desenvolver o máximo que puder (como século após século estamos fazendo). Mas também reconheço que são mudanças que não abrangem o mundo como um todo. Há desigualdade em todos os lugares em que alguém decide se sair melhor do que o outro, tendo recursos e tecnologia que muitas vezes nunca chegará nas mãos do mais empobrecido financeiramente. 

O capitalismo anda de mãos dadas com a tecnologia. Por mais que alguns dos produtos dessa tecnologia vá contra a filosofia que o mesmo prega, é uma parcela muito pequena e quase nunca é levada em conta com verdade. Reconheçamos: é muito mais complicado a tecnologia de qualidade e de ponta (eu diria até quase impossível) chegar nas mãos dos mais pobres, dos que são negligenciados pelo poder público e pelas lideranças mundiais, daqueles que valorizam mais a água do que um computador. 

Este post, para mim, serviu para clarear minhas ideias a respeito do tema e para me preparar a reconhecer que tudo bem não acompanhar esse ritmo frenético que a tecnologia está tomando. Que tudo bem não entrar em toda nova rede social que é criada para fazer o que centenas já o fazem. Que tudo bem não ter o feed lotado com coisas desinteressantes, que vão te desgastar e que em nada acrescentarão na sua vida, só irão te sobrecarregar. 

Minha deixa é como tenho feito ultimamente: utilizar a tecnologia para o que for necessário e específico. Não sou e nem quero ser aquele cara averso à todo tipo de tecnologia, jamais. Mas no que tange à minha sanidade mental, eu preciso deixar a tecnologia um pouco de lado. Prefiro usá-la como ferramenta equilibrada e não como parte vital da minha vida e rotina. Quero libertação de ter escolhas livres e fora dessa realidade frenética que tentam nos enquadrar todos os segundos da nossa vida.

Posso não ter me expressado de maneira plausível, mas quis escrever o que eu disse com todas as letras aqui registradas. Pode parecer drama, mas o caso é sério. Muitas das mazelas vêm de lugares (reais ou imaginários) que nem pensamos ser possível. A tecnologia pode ser de benção, mas também de maldição. Não estou culpando-a. Meu alerta aqui é somente para refletir sobre o cuidado que devemos ter ao usar esta ferramenta, em qual escala e frequência a utilizamos e o cuidado que sempre devemos ter com relação ao grande volume de informações que chegam até nós todo segundo. 

Que a paz e tecnologia nos acompanhe quando for para somar e não o contrário. Fica a pergunta: precisamos de fato de todo este controle e manipulação? Precisamos de todos os nossos dados e informações em bancos e corporações "fantasmas"? E depois me dizem que não é preocupante. Sem neuras, reflita sobre o assunto. Até que ponto a tecnologia é benéfica em nossa sociedade, na vida das pessoas? Até logo.
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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