17 de julho de 2015

Desaceleração, calmaria e festim da alma

Viver a vida com mais leveza. Desacelerar. Frear o andar da carruagem.
A nossa vida é uma bomba relógio. Sempre estamos em constante estresse e encurtamento de tempo. Enchemos, enchemos, enchemos até que uma hora chegamos a explodir. Nos dias de hoje é complicada essa relação de tempo e desaceleração. Muito delicada. Nunca temos tempo para nós mesmos, sempre atarefados e tendo em mente que esta correria desenfreada é a que faz a vida valer a pena. Será mesmo?
 
Qual foi a ultima vez que você foi à praia? Qual foi a ultima vez que você desacelerou? Qual foi a ultima vez que você pediu uma folga no trabalho e passou o dia com a sua família, foi a um passeio ou simplesmente tirou um dia para ficar deitado, comendo e lendo ou assistindo filmes? (isso para muitos é a felicidade). Faça essas perguntas a si mesmo e veja por qual caminho estais indo. Quando foi a ultima vez que você quando pegou suas férias planejou antecipadamente uma viagem para um local mais sossegado e com mais calma? É preciso desacelerar.
 
É recomendável dedicar-se a apenas um projeto e faze-lo bem feito. Mesmo dependendo do prazo corrido ou não. Dedique-se a uma atividade de lazer. No meio da sua agenda, umas três vezes por semana, arrume de meia à uma hora para desenvolver algum exercício. Tenho certeza que você conseguirá uma satisfação maior e um rendimento excelente nas suas demais atividades diárias. Sem contar que teu coração te agradece.
 
Todos procuraram a felicidade diária. Por mais que vivamos momentos de felicidade e não vivamos 24 horas felizes, dar uma desacelerada pode nos tornar felizes. Portanto viva. Trabalhe, estude, ocupe-se sim, mas também não mais se estresse, desacelere. Sinta na pele o cheiro, a cor, a essência das pequenas coisas. Das coisas simples. 

Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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