27 de julho de 2015

{O fim da bela melodia} 2° temporada de Smash

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Tudo bem meus queridos leitores? Trago hoje a resenha da 2° temporada de Smash, seriado já finalizado que estreou na emissora americana NBC em 06 de fevereiro de 2012 e foi criada pela Theresa Rebeck e produzida pelo Steven Spielberg. Confira aqui o post da 1° temporada. Comecemos, sim?

Lembro-me como se fosse hoje quando terminei o último episódio da segunda temporada de Smash. Era um dia de chuva e fazia um frio de rachar lá fora (e olhe que onde eu morava, no sertão pernambucano, era mais dias quentes que dias frios) e estava aquele clima propício para a depressão pós-final-de-série. Fiquei naquela desanimação porque eu queria mais temporada, queria continuações de uma série que eu acompanha desde o primeiro episódio lançado. Mas até hoje isso nunca aconteceu e dificilmente acontecerá. 

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A 2° temporada de Smash vem com algumas surpresas e personagens novos, com exclusão evidente de outros. Os personagens fixos da trama já possuem uma relação (seja ela amorosa, conflituosa, profissional ou de simples amizade) e já conhecem um pouco do talento do outro. Há claro aquela competição, muitas vezes não saudável, mas tudo caminha para um futuro previsível e realista. O competitivo mundo do trabalho e principalmente dos sonhos frustrados. Ah sim, essa galera sonha muito e não mede esforços para conseguir atingir o sucesso e o ápice na carreira e vida profissional. 

O bom de Smash é que ao longo da(s) temporada(s) vemos como é a produção e montagem de uma peça musical. Do nome (como foi com Bombshell na primeira temporada), dos ensaios, das composições das músicas, coreografia, escolha do pessoal, ensaios, etc. A Karen mesmo talentosa, evoluiu e cresceu bastante na trama desde a primeira temporada. Ela realmente merece. 
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Há muitas composições novas nessa segunda temporada, ritmos não expostos na primeira temporadas e melodias tocantes. Cada som, cada ritmo, cada instrumento com um toque real. E os novos personagens também trazem uma bagagem dramática e conflituosa consigo. 

A paisagem das ruas nova-iorquinas, os subúrbios, o frio presente nas noites tristes são toda uma composição num cenário de vívido e extenso sofrimento. A gente que assiste acaba carregando nos ombros todo o drama excessivo que vivem os personagens fora do palco. Nos deparamos com todo o orgulho ferido, toda mágoa não resolvida, toda ferida pulsante. E claro, ficamos por dentro da história deles.

O seriado traz toda a reflexão de vida que algum dia iremos passar tortuosamente. Juntamente com todas as incertezas e medos no pacote. Me irritei com algumas atitudes de um certo personagem, mas entendi que aquilo tinha que acontecer para que servisse de reflexão e aprendizado. 

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Muitos personagens são verdadeiramente excluídos da segunda temporada (alguns bem pertinentes para sair, ficava torcendo para que saíssem) como *momento spoiler mínimo * o Frank. Que personagem mais sem nexo, vou te contar hein. Só para acrescentar aquele drama básico, simples. Dei graças a Deus (e aos produtores) quando ele foi chutado, haha.

Vale ressaltar que o seriado ficou sob nova direção de produção em 2013 (ano em que foi ao ar essa temporada), ficou sob a produção de Josh Safran ao invés da criadora Theresa Rebeck, tendo em vista que a mesma abandonou a série para dar preferência a outros projetos. Nessa temporada há a participação de uma atriz desempenhando um papel bem peculiar e impactante na vida das protagonistas principais. Interessantíssimo e show de acompanhar. Nos faz reavaliar se tudo o que vimos no meio musical realmente é de origem talentosa ou se todos que estão ali, realmente merecem os holofotes.

Não posso me aprofundar demais, porque mesmo a série já ter sido lançada há alguns anos, tem muuuuita gente que não viu ainda. Recomendo que assistam, porque assim como eu, telespectador, os críticos de plantão favoreceram muito a audiência do seriado enquanto ele era produzido e divulgado. Fica então aqui minha recomendação de um ótimo seriado para se deliciar e se emocionar.

Quem aqui já assistiu o seriado? Como foi sua sensação ao finalizar essa segunda e última temporada? Vamos falar sobre! Grande abraço!
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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