8 de agosto de 2015

Aquele passeio ao interior pernambucano



Digamos que toda ida ao interior que eu faço, mais eu deixo um pedaço de mim naquele lugar. Trago comigo outro pedaço ainda maior de lá. Que paraíso. 

Como muitos sabem pelas minhas redes sociais, fui ao interior há algumas semanas atrás, para relembrar o cheiro daquela terrinha árida e úmida ao mesmo tempo, para sentir nos meus dedos o barro e a terra sobre meus pés. Para sentir o aroma das flores do campo. E não tive decepções. 

Fazia alguns meses que eu não ia lá e isso me causar uma saudade que nem eu mesmo esperava. Pois quem me conhece sabe que quando eu morava no interior, eu simplesmente detestava aquele lugar, não pelas pessoas que lá estão e sim porque eu tinha nascido e sido criado na capitá. E como fui muito novo para o interior, não tive maturidade de separar direito alguns critérios. Hoje já não mais odeio aquele lugar. Mas também não voltaria a morar lá. 

Vi muitos amigos e alguns da minha família. Matei algumas muitas saudades. Comi horrores. Dei muitas risadas de alma. Já sai de lá com saudades e tudo foi intensificado agora. Não é pra menos, conheço muita gente de lá. Faz parte. 

Tirei algumas fotos legais e vou mostrá-las para vocês terem uma noção das emoções e paisagens que desfrutei, vejam:




















Em tudo nesta vida eu reflito. Sério. Tudo eu penso e escrevo horrores. Escrevo para mim, escrevo para o blog, penso a todo segundo e esqueço alguns destes pensamentos. Não sou muito de relembrar momentos ou trazer a tona memórias, como acredito ser o que a maioria faz, simplesmente reflito muito no momento e guardo aquilo que daqui há alguns anos, ainda será mega importante. Sou desses. 

Sentir o cheiro de esterco dos animais, ouvir o grunhido incansável de certas espécies e ver o horizonte chuvoso e serras verdes com aquele meio sorriso no rosto e a pele arriçada pelo frio é deveras inexplicável. Sinto uma emoção estonteante em apenas relatar isto para vocês aqui. É inexplicável, porém é real. É mágico.

Quero voltar lá mais vezes, pois é de lá minha origem conhecida. Não tenho muito domínio sobre minha árvore genealógica e sei que vai além desse Brasil, mas a parte da família que conheço, tem raízes neste interior e é para lá que quero voltar a visitar. Quero voltar a abraçar a terra como ela me abraçou. Quero poetizar ao som das cachoeiras e em meio aos cactos verdes do deserto produtivo. 

Preciso me perder de novo naquele lugar, para só então assim me achar inatingível. Obrigado Senhor Deus, pelas maravilhas que tu criaste. És bendito para todo sempre. E para você grande leitor, só deixo um apelo: valorize nosso manto verde. Valorize sua essência e se encontre onde ninguém mais pode se achar.

Ps: para quem ficou curioso sobre qual interior eu fui e eu não falei durante o post, é em Venturosa, Pernambuco. Agreste do estado. =)

Ps ²: todas as fotos foram tiradas e editadas por mim e pertencem à minha galeria e acervo pessoal.

Abraços de luz.
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

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