27 de setembro de 2015

Faça você mesmo, faça diferente!


Vivenciamos dias difíceis. Tempos difíceis. Difíceis em vários segmentos e assuntos. É falta de união, falta de preservação (muitas vezes do corpo, natureza e respeito), falta de companheirismo, falta de amor, falta de saudações, falta de sensibilidade, falta de consciência e falta de inúmeras coisas. A lista não pára por ai como bem sabemos. Vamos conversar um pouco sobre o fazer. No caso o que nós podemos fazer, de uma vez por todas, para melhorar o mundo, ambiente e sociedade em que vivemos todo santo dia. 

Falarei um pouco sobre algumas situações para não perder o foco do texto. Se for puxar o tecido à fundo, costuraremos infinitamente.  

Quantas vezes você respeitou seu próximo na fila do banco? E no trânsito quando aparece aquele motorista vida louca querendo voar por entra a avenida? Já parou para entender um pouco aquele vizinho tido por você como insuportável e fofoqueiro? São tantas situações que nos acometem todos os dias que as vezes é muito complicado manter a compostura. Faça diferente! Dê o seu exemplo de que tem esperança num mundo melhor. De que tudo vai melhorar em algum ponto. 

Não podemos esperar que o mundo se transforme e vire um lugar de muita paz e cem por cento de concordâncias. Isso nunca existiu e é quase impossível uma total concordância por parte de toda população mundial. O negócio é, cada um de nós, fazer a nossa preciosa parte de contribuição. Devemos ser mais gentis, mais amorosos (sim, até com desconhecidos), mais tolerantes e respeitosos com as opiniões diferentes da nossa, mais humanos. Devemos, cada um de nós, ter o amor de Cristo em nossos corações. 

Faça você mesmo a diferença! Seja no meio em que você vive, seja na faculdade, seja na escola, seja no curso, seja no trabalho, seja online ou seja offline. Seja diferente. Pratique o bem de forma diferente. Ame! Se cada um fizer a sua parte, o mundo dá uma boa melhorada. É certo que sempre vivemos sendo afrontados e atacados por opiniões contrárias, por preconceitos, por falta de compreensão. Mas e se transformássemos toda a afronta negativa que chega para nos atingir em uma bela energia positiva de volta? Não iria chocar o agressor? 

Não temos sangue frio, isto é. um fato marcante em nossa espécie. Tanto biológica como socialmente falando, então, naqueles momentos de ódio e raiva intensa é muito difícil mesmo se controlar e não fazer uma besteira. Mas não é impossível. Houve momentos de estresse intenso comigo (já que sou uma pessoa que tem fácil tendência para o estresse, estou trabalhando neste ponto da minha vida) que eu quis fazer uma besteira na hora da situação. 

Não ter sangue de barata, sangue frio, não é desculpa justificativa de erros. Se fosse assim, qualquer estresse que eu ou você tivesse, poderíamos pintar e bordar e depois ser tidos como certos. Isso não existe. Procure se acalmar e fazer diferente! Se afaste, não rebata, saia na classe. Deixe quem quiser explodir, que o faça. Simplesmente tenha força de controle e cause uma impressão diferente. Traga paz. Traga equilíbrio consigo mesmo. Traga mais respeito por mais que não tenha recebido. Ignore.

Não podemos deixar que o estresse dos outros nos corrompa. É uma lição difícil de se aprender, certamente. Mas quando se trabalha na nossa calma, quando procuramos fazer diferente, tudo muda. Nossa perspectiva de vida muda, nossas relações profissionais e pessoais mudam, nosso humor para com a nossa rotina muda, tudo se modifica para melhor. 

A força da graça de Deus para suportar está dentro de você, basta você querer abraçá-la. Sinta. Releve. Ame. Tenha mais sensibilidade para com o problema do outro. E especialmente (e isto serve e muito para mim também) viva o que você fala na internet. O que você escreve. O que você também publica publicamente. Evite dores de cabeça desnecessárias e de ser chamado de hipócrita ou coisas do gênero. Seja de verdade por onde quer que você esteja e assuma o que você faz. Se é agradável ou não, certo ou errado, não importa. Tenha peito para assumir suas ações de escolha consciente. 

Respeite o próximo, respeite as opiniões diferentes da tua, por favor. Se você, assim como eu, ama debater sobre política, sexualidade, religião e outros temas polêmicos, aprenda a ouvir. Ouvir e respeitar são um elo mais do que necessário quando se trata da opinião do outro. Há casos e situações em que você tem que se impor, não tem jeito. Mas há casos que você pode relevar muita coisa. Há pessoas que, infelizmente, não aceitam outras opiniões e por mais que você debata e discuta, ele vai permanecer irrelutante. Com este tipo de pessoa a gente não deve nem começar a debater antes de tudo. 

Tenha cuidado com o teu ciclo de amizades, com as tuas opiniões expostas. Somos erroneamente interpretados diariamente. Por isso relembro o que disse mais em cima no texto: seja de verdade onde quer que você esteja fisicamente ou não. No que quer que você fale. Em qualquer lugar que você entre. Seja verdadeiro consigo mesmo e com o mundo! Não é difícil. Difícil é sempre viver mentiras (não que vocês vivam uma mentira, não posso jamais julgá-los, pois não os conheço). Falo de modo não específico.

Você precisa fazer a diferença. Eu preciso fazer a diferença. Nós precisamos fazer a diferença. Nós devemos, se quisermos ver um mundo melhor, um Brasil melhor, uma cidade melhor, um bairro melhor, fazer a diferença para o bem. Uma diferença que na hora será comemorativa e diferenciada. Tendo a pensar que as pessoas não estão acostumadas com a bondade. Muitos são bondosos, mas muitos são desamorosos. Ninguém os pode culpar, tudo influencia. Não podemos generalizar nem afirmar nada com cem por cento de certeza nesse assunto. O que podemos fazer é: melhorar! Todos nós temos lados feios e bonitos, cabe a nós mesmos, cultivarmos sempre o lado bom para que o estrago não seja tão grande. 

Tenho trabalhado secretamente e amadurecido a ideia de um projeto no âmbito social para revolucionar o lugar em que vivo e os lugares que ando. É algo bem primário, mas com uma lógica de funcionamento interessante e que pode dar super certo. Basta um toque forte de dedicação e amor pelo mundo e pelas pessoas. E isto tenho de sobra. Mais na frente eu falo sobre este projeto que hoje está mais no privado. 

Que este texto faça você refletir a cerca do fazer. De como devemos melhorar e fazer por onde ser do bem. Este texto já mudou minha concepção do que é para fazer e de como proceder para com a sociedade em que estou inserido, e você? O que vai fazer para mudar a partir de hoje sua mente, o bairro, o estado e o país em que você vive? Tenham um lindo domingo de reflexão. Vamos conversar, grande abraço. 

Pare de reclamar e comece a agir!
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

Sempre estou em festa quando falo sobre tecnologia, relacionamentos, inspirações, etc. É isto o que esta categoria representa. Queria um nome que representasse festa, ao mesmo tempo que me inspirasse e a palavra "enigmático" cai como uma luva. Trata de uma euforia que não consigo ignorar. Saiba mais aqui.

Atauúba atiaîa

Eu estava procurando uma maneira de homenagear os povos indígenas de alguma forma no meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem, mas recentemente descobri que tenho descendência indígena de bem próxima o que me deixou mais apaixonado e agradecido ainda. Procurei algo mais geral, pois é sabido que há inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Procurei algo em tupi guarani (língua em que o nome da categoria está escrita) e achei a combinação de duas palavras. Atauúba (flecha incendiária) Atiaîa (raio de luz que reflete luminosidade). O termo Atauúba atiaîa significa a modo grosso "flecha incendiária de luz" e é tudo o que esta categoria representa para mim quando falo de organização, estudos, etc. É uma maneira mínima de honrar nossos irmãos indígenas ainda hoje tão maltratados, perseguidos e injustiçados. Saiba mais aqui.