23 de outubro de 2015

{RESENHA} Kaori – Perfume de vampira – Giulia Moon

Olá meus amados e queridos amigos e leitores. Trago hoje para vocês a resenha de um livro que desde quando li, me arrebatou de maneira inexplicável e sempre me faz querer relê-lo. A resenha maravilhosa da vez é a do livro Kaori – Perfume de Vampira da autora Giulia Moon, autora nacional. Vamos conferir?

Número de Páginas: 376
Editora no Brasil: Giz Editorial
Ano de lançamento: 2009
ISBN: 978-85-7855-041-7

Sinopse: "Século XV: Kaori, uma bela garota com o perfume da sedução, trilha caminhos perigosos entre samurais, senhores feudais, prostitutas e criaturas mágicas do folclore japonês. No seu caminho, surge José Calixto, um artista sensível e apaixonado, capaz de tudo para dar vida a uma obra imortal.

Século XXI: na fervilhante Avenida Paulista, coração de São Paulo, Samuel Jouza tem uma profissão peculiar. Ele observa vampiros para um misterioso instituto de pesquisas. Mas o olheiro percebe que a sua profissão é muito mais perigosa do que imaginava, ao salvar um menino das garras dos sanguessugas.

De um lado, a magia das sagas heroicas de samurais, o mistério das antigas lendas do Japão. Do outro, uma aventura ágil e atual, que tem como cenário o Brasil. Dois universos se entrelaçam e se cruzam neste novo romance de vampiros escrita por Giulia Moon."

Tantas reviravoltas, sensualidade, paixão, ação, desejo, mistério, terror e vingança. E ainda é tão pouco para dizer com intensidade e verdade o que se passa em Kaori – Perfume de Vampira. Sem dúvida um dos melhores livros nacionais com o tema tão “sambado” e abusado: vampiros. A narrativa da Giulia Moon (autora) é fantástica.

De um capítulo para outro, tempos uma mudança de tempo. De séculos. Primeiro nos vemos no ano de 1647 no Japão Feudal, cheio de comerciantes, bordéis e estilo de vida não muito luxuoso, bem simples. Conhecemos a história e a família de Kaori, uma jovem linda, com traços infantis, porém dona de uma beleza surpreendente para sua idade. Um perfume inebriante vinha de Kaori, como um cheiro natural da menina.

Kaori perdeu a mãe muito cedo, e só lhe restou o pai que fazia de tudo para sustentá-la, com dificuldade, mas nunca lhe faltou amor, afeto e carinho. Até quando chega Madame Missora, aokami-san (Okami: proprietária/dona; San: Sr, Sra em português) dona de um bordel de primeira classe. Uma mulher com a fama de mulher da vida, amante dos prazeres da carne e escrava do poder da luxúria.

Quando a mesma bate os olhos em Kaori, tenta de todas as formas convencer a seu pai Gombei, de levá-la consigo para ser uma meretriz, pois só assim ela irá conseguir ser alguém na vida ou adquirir alguma riqueza. Mas o pai logo a negou e a afrontou com palavras severas e diretas. Péssimo para ele. Temendo pelo o que poderia ocorrer com sua filha depois da afronta à Missora, Gombei obriga Kaori a partir para longe, para que não venha a cair nas mãos da megera antes que seja tarde, pois ele temia que ela tentasse algo.

Ao invés de ir embora, Kaori comete a estupidez de ir falar com madame Missora em busca de perdão para ela e seu pai, que outrora a tinha enfrentado. Como uma cobra, Missora na frente da menina a perdoa e a seu pai. Quando em seguida, Kaori descobre o seu pai morto, percebendo assim como foi enganada pela mulher. Por fim, encontra-se presa na casa dos prazeres com a assassina de seu pai. Não tem como escapar.

Segundo, nos vemos em São Paulo no ano de 2008 com personagens bem delineados e independentes. Samuel Jouza (isso mesmo Jouza com “J” e não Souza com “S”) é um olheiro de vampiros, que vigia inúmeras raças que aparecem nos bairros de São Paulo e as notifica para o IBEFF (Instituto Brasileiro de Estudo de Fenômenos Fantásticos).

Em meio a animais fantásticos e amedrontadores do folclore japonês, a autora criou seres diferentes e originais dando um complemento para os acontecimentos sobrenaturais. Como por exemplo, ela criou os Famélicos, investigados pela bióloga do IBEFF Beatriz, que eram comumente conhecidos no passado como Limpadores. Pois esses seres (que podiam tomar a forma de qualquer humano para se disfarçarem) limpavam os vestígios do que os vampiros deixavam. Suas pressas e seus corpos sumiam, servindo de alimento para eles. Só comiam os restos que os vampiros deixavam de suas vitimas. Eram poucos desenvolvidos.

Aos poucos viajamos por uma narrativa maravilhosa que a Giulia Moon criou e quando percebemos estamos no passado, alternando com o presente. O passado vem explicando a transformação de Kaori em Vampira, o que ela aprende, quem ela ama, quem ela conhece, quem ela quer vingança, etc. Completando assim a trama até quando nos vimos no presente, e ficamos loucos para saber logo o que vai acontecer. Na maioria das vezes me vi terminando um capítulo do passado e correndo para ó do presente para saber o que iria acontecer. E vice-versa.

Percebe-se pela escrita da autora, que é uma escrita inteligente, com personagens masculinos não muito atraentes, e personagens femininos no auge da sedução, beleza e domínio. Ela trabalhou em seus personagens femininos de uma forma surpreendente e voraz. A escrita é para um público adulto, pois a cada capítulo, quando você pensa que acabou a parte erótica, começa outra mais intensa. Um livro que mostra os vampiros de uma forma mais “verdadeira” onde eles não querem brincar de conto de fadas, e sim fazer do ser humano um alimento. Um vampiro à moda antiga. Onde procura o sexo, combate, sangue e morte. 

Outro ponto super positivo é a diagramação e o cuidado aparente que a Editora teve com o livro. Quase nenhum erro num livro um pouco extenso, com fonte agradável para leitura e páginas amareladas. Demais. Meus parabéns aos revisores e editores pelo trabalho atencioso.

Eu poderia passar horas escrevendo sobre o livro, mas é difícil parar de relatar sobre esta obra prima que é. Vale a pena comprar e se deliciar na leitura. Tem muita ação, sensualidade, conhecimento japonês e vingança plena. Sem dúvida um dos melhores nacionais que eu já li. E a autora revela coisas maravilhosas no final. HAHA Deixando assim um gancho para Kaori 2 – Coração de Vampira, que estou SUPER ansioso para ler e do qual já iniciei a leitura. nha nha nha

Hiper, mega recomendado. Leiam. É um livro que te prende e você quer terminar de ler logo para começar o segundo. Ps: Eu quero a Kaori para mim. hahaha Grande abraço!
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

4 comentários:

  1. Hey Ewerton!
    Não conhecia o livro Kaori, mas gostei de saber, primeiramente, que é literatura nacional e que foi uma experiencia muito positiva pra voce
    E uau! Quantos elementos nessa história, parece ter sido um ótimo andamento e bem construida também... Esses vampiros me lembraram um pouquinho os de IAN hehe mais "reais" como vc disse :D
    e gosto de saber que a editora teve um cuidado todo especial com o livro <3 é um orgulho quando eles fazem coisa boa
    adorei, vou la marcar no skoob depois dessa resenha :D

    Obrigada pelo elogio!! Fico muito feliz :D
    oloco <3 ai sim! Acho que voce iria gostar de talvez nunca mais um pais, serio mesmo! É muito bão! :D

    Verdade!! Isso é verdade... Fiquei muito feliz com seu comentário, viu? <3

    Uma ótima semana!
    Abraço!
    Pâm - www.interruptedreamer.com

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    1. Oi Pâm! Comentário lindo é o seu. <3

      Marque e leia, realmente é uma delícia o que a autora fez. Sabe escrever divinamente. Não vou dizer mais nada, hahahaha, leia e me diga o que achou, eu AMEI. Beijos!

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  2. Oi Ewerton, tudo bem?
    Obrigada pela visita, adorei o seu blog. =)
    Não conhecia a autora e nem o livro, mas curti muito saber mais a respeito. Faz tempo que não leio/assisto algo mais visceral sobre vampiros. Gosto muito!
    Beijos,

    Priscilla
    http://infinitasvidas.wordpress.com

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    1. Oi Priih!

      Pois então mate a vontade e leia este livro, hehehehe. É um jeito bem particular de se escrever sobre vampiros, um tema que há pouco tempo ficou tão saturado. Obrigado pela presença, volta logo. <3

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Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

Sempre estou em festa quando falo sobre tecnologia, relacionamentos, inspirações, etc. É isto o que esta categoria representa. Queria um nome que representasse festa, ao mesmo tempo que me inspirasse e a palavra "enigmático" cai como uma luva. Trata de uma euforia que não consigo ignorar. Saiba mais aqui.

Atauúba atiaîa

Eu estava procurando uma maneira de homenagear os povos indígenas de alguma forma no meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem, mas recentemente descobri que tenho descendência indígena de bem próxima o que me deixou mais apaixonado e agradecido ainda. Procurei algo mais geral, pois é sabido que há inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Procurei algo em tupi guarani (língua em que o nome da categoria está escrita) e achei a combinação de duas palavras. Atauúba (flecha incendiária) Atiaîa (raio de luz que reflete luminosidade). O termo Atauúba atiaîa significa a modo grosso "flecha incendiária de luz" e é tudo o que esta categoria representa para mim quando falo de organização, estudos, etc. É uma maneira mínima de honrar nossos irmãos indígenas ainda hoje tão maltratados, perseguidos e injustiçados. Saiba mais aqui.