24 de abril de 2016

Minha privacidade na internet atualmente


Fonte da imagem original: aqui.
Nos últimos meses, depois de algumas experiências pessoais nesta área, tenho me preocupado sobre privacidade na internet. Mais especificamente MINHA privacidade na internet. Quando penso em internet, assim como a maioria das pessoas, vem logo à mente uma ideia que remete a mídias sociais. Pensa-se logo em Facebook, Twitter, Instagram e uma infinidade de serviços que prometem interação a nível mundial entre as pessoas de qualquer nacionalidade. 

Como este foi meu pensamento a priori, então resolvi ler artigos, fazer perguntas na própria internet e investigar algo sobre privacidade online. Como eu poderia me proteger, como eu deveria agir para deixar de me expor tanto com fotos pessoais, comentários, por exemplo. 

Depois de tanto pesquisar (passei alguns meses lendo tudo o que podia sobre o assunto) cheguei a uma conclusão meio óbvia: a mudança significativa quem deveria fazer era somente eu. Sozinho. De forma pessoal. Quando eu tive esta noção de realidade vi que eu era o inconformado com a situação. Eu que deveria começar a provocar a mudança que eu queria ver nas minhas contas e que não vi em lugar nenhum.

E este é um ponto interessante da nossa conversa agora. De tanto que pesquisei, vi poucas matérias negativando o uso das mídias sociais ou da internet. Poucos autores escreviam assim: "Tenham cuidado, especialmente crianças. Limitem o acesso" e coisas do tipo. Nunca iam contra a maré e o sistema, por assim dizer. Nunca falavam algo do tipo: "Mídias sociais são perigosas e deve-se entrar o menos possível", ou "Cortem essa exposição pessoal, não postem fotos seminus, há perigo na rede". Não me lembro de ter visto nem um movimento a respeito dessas situações. 

Sabemos bem que nossa sociedade é corrupta e cheeeeia de ilegalidades. Costumava-se dizer há uns cinco anos atrás que a internet era terra de ninguém e de fato o era. Hoje em dia posso dizer que já vi punições acontecerem e descobertas serem feitas mesmo de criminosos com máscaras anônimas. Mas a realidade poderia ser diferente. Há tanto ainda para se mudar, correr atrás, combater.

O Governo brasileiro possibilita o acesso à internet através de serviços que na maioria das vezes prejudica o consumidor final. Essa é nossa realidade. Com o tempo fui fazendo um detox mental, se posso assim escrever, e me limpando de toda carga que as mídias sociais pessoais me traziam. Foi um processo doloroso no início (não vou mentir). 

A abstinência do que parecia ser uma droga vivia me convidando para abrir a tela do celular, ligar o wifi para ficar horas e horas a fio na rede perdendo meu tempo valioso com a vida alheia. Um consumismo online que estava afetando demais o meu psicológico a ponto de eu mexer no celular comendo, ir dormir com o celular acesso no meu rosto (que é a rotina de MUITO brasileiro, arrisco até a chutar que seja hábito da maioria da população), dores nas costas com más posições, etc, etc., sem largar o telefone móvel para nada. 

No começo de toda essa revolução tecnológica era muito comum só ver jovens no meio da rua em estado de demência vidrados no celular sem nem notar o que estava acontecendo ao redor. Hoje em dia é comum vermos a mesma quantidade de pessoas de um público mais maduro nesta mesma tendência. É idoso, é adulto, é criança, é jovem tudo parecendo que está dopado mexendo no celular e com o fone de ouvido. 

Para finalizar esta abertura de pensamento e não me distanciar muito do assunto do post, digo que já vi, pessoas sendo assaltadas (muitos desses jovens) sem nem entender o que tinha acontecido por estarem distraídos no meio da rua com fone de ouvido. Levara facadas, empurrões, apanharam feio, entre outras atrocidades. É sério o negócio. Minha mãe costuma dizer que virou doença esse desiquilíbrio nesta geração. 

A internet veio para nos facilitar a vida. Gosto de pensar assim. E quis idealizar isto para mim. Como eu faria isso? Pensei na ocasião. Simples: eu eliminaria as distrações online e focaria no que era essencial para mim e que me daria bons frutos futuramente. E foi o que fiz. Saí de uma em uma das minhas mídias sociais (eu tinha praticamente todas, muitas delas com teias de aranha virtual, huaha). Primeiro fui limpando (Excluindo fotos, colegas (fantasmas) virtuais, etc. Mas nada ficava bom para mim. Sempre tinha a impressão que tinha algo para limpar, para tirar, nunca ficava satisfeito. Depois fui excluindo quando vi que não estava fazendo e nem ia fazer diferença nenhuma para mim/na minha vida. MELHOR COISA FOI TER EXCLUÍDO.

Das minhas mídias sociais pessoais que exclui estão incluídas: 

1. Meu perfil no Instagram pessoal; 
2. Meu Facebook pessoal;
3. Meu Snapchat;
4. Meu Foursquare/Swarm (foi um dos primeiros que tirei);
5. Meu Twitter pessoal (que era meu xodó há muitos anos, mas eu me queimava demais, hahaha);
6. Entre outras mídias sociais, contas de e-mails invalidadas, senhas fora do lugar e esquecidas, blogs antigos inativos e um monte de tranqueira virtual. Tralha virtual com meus dados pessoais. 

Nem preciso dizer que até hoje - estou a um ano sem Facebook pessoal - foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida. Agora sim posso tirar um dia realmente off sem me preocupar em olhar nada, postar nada, obrigação de nada. 

Tenho as mídias sociais do blog, das quais entro somente uma vez ao dia (no horário livre de descanso do almoço) e não me sinto obrigado a estar presente a todo momento. Não tenho laços afetivos entendem? Tenho a obrigação sim de reger um blog, sempre estar presente atualizado, mas nunca mais aquela obrigação que me deixava mal. Que me fazia perder a paciência e minha calma. Dei um basta. 

No começo das primeiras semanas foi ruim me desapegar, confesso. Repito: não vou mentir. HUEHE Mas hoje em dia posso afirmar com propriedade que não sinto falta. As vezes fico naquela de posto ou não posto num dos perfis do blog por ter cunho um pouco mais pessoal. Uma frase, uma foto, etc. Mas isso é de tempos em tempos. Nos dias de hoje eu saio com mais frequência e não posto nada. Não tiro fotos sem necessidade. Não coloco localização. Só quando é algo que os leitores gostam de acompanhar. Mas não dou mais pistas do meu paradeiro e isso é reconfortante. Ver que estou fazendo algo realmente em off num tempo que as pessoas respiram internet.

E não, eu não sou quarentão, coroa ou idoso que nasci no tempo da pedra. Eu sou jovem, cresci no meio tecnológico e sim, quero me desligar cada vez mais. Usar a internet somente para ampliar meu conhecimento (que é o que venho fazendo todos os dias aprendendo algo novo). Uso muito a internet para fins acadêmicos, entretenimento (como seriados, livros e filmes), não para perder tempo. O acervo online é uma preciosidade. Perder tempo com mídias sociais e jogos que não levam a lugar nenhum certamente não está na minha lista de tarefas diárias. Já esteve por mais tempo que deveria e eu tirei definitivamente.

Temo dizer que privacidade hoje em dia para quem tem mídias sociais (Facebook, Snapchat, Twitter, Instagram e milhares de outras que nascem todos os dias) é um pouco difícil de manter. Existe, claro, pessoas que não se expõem e possuem diversas contas e registros online. Já outras que se expõem até demais. A questão é a falta de equilíbrio na minha opinião. Aliás, o ponto que mais deve ser observado e dado atenção, é o ponto do equilíbrio. 

Não adianta eu chegar aqui e dizer que tem fórmula mágica para se comportar online ou coisas do tipo. Cada um tem uma vida, uma carreira, um companheiro(a), uma rotina, um gosto, um querer. Cada um é único. Então percebe-se que cada conta e perfil também são únicos. Independentemente se são organizados, bagunçados, feios, bonitos, agradáveis ou não. Existe particularidade. 

Quis conversar com vocês hoje sobre este assunto porque sinto que estava devendo uma explicação tendo em vista que vocês acompanharam as últimas mudanças. Alguns sumiços da minha parte e tudo mais. Me senti no dever, não na obrigação, de conversar, não me explicar. Afinal, não devo nada a vocês, nem vocês a mim. Somos só mais uns usuários buscando nosso lugar ao sol chamado universo da internet. 

Dito tudo isto, espero compreensão. Cada um faz de sua vida o que acha melhor e que faz sentido. Se não oprime ou maltrata/prejudica alguém, não há tanto problema assim em se fazer (isso se aplica somente a algumas situações, não gosto de generalizações). Passem bem, até amanhã. 


Abraços.  
Ewerton Lenildo
Ewerton Lenildo

Garanto tudo, menos dignidade. Sou o furacão dos dias mansos e a brisa das trovoadas. Gosto dos detalhes e dos temperos fortes. Tudo o que eu faço na minha vida, faço com supremacia. Onde escrevo: o Viajante das Letras e o Vegano Recifense. 🌲 🌳 🌴

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Laços atemporais

Não tenho para onde fugir. Desde sempre quando falo de livro, em livro, com livro, meu coração transborda de amor e vício louco. Quando passo numa banca de DVDs não consigo deixá-la de lado. Tenho que ir, ver, comentar, compartilhar, abraçar. Esta categoria representa tudo o que implica a minha mais alta motivação. Sou bibliófilo, cinéfilo de carteirinha. Passo horas em pé na livraria e perco a noção do tempo. Falar de coisas boa me dá combustível para viver e esta categoria está recheada de presentes bons. Saiba mais aqui.

Festim enigmático

Sempre estou em festa quando falo sobre tecnologia, relacionamentos, inspirações, etc. É isto o que esta categoria representa. Queria um nome que representasse festa, ao mesmo tempo que me inspirasse e a palavra "enigmático" cai como uma luva. Trata de uma euforia que não consigo ignorar. Saiba mais aqui.

Atauúba atiaîa

Eu estava procurando uma maneira de homenagear os povos indígenas de alguma forma no meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem, mas recentemente descobri que tenho descendência indígena de bem próxima o que me deixou mais apaixonado e agradecido ainda. Procurei algo mais geral, pois é sabido que há inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Procurei algo em tupi guarani (língua em que o nome da categoria está escrita) e achei a combinação de duas palavras. Atauúba (flecha incendiária) Atiaîa (raio de luz que reflete luminosidade). O termo Atauúba atiaîa significa a modo grosso "flecha incendiária de luz" e é tudo o que esta categoria representa para mim quando falo de organização, estudos, etc. É uma maneira mínima de honrar nossos irmãos indígenas ainda hoje tão maltratados, perseguidos e injustiçados. Saiba mais aqui.